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Linguagista

Léxico: «atomizador»

É óbvio que faz falta

 

      A revista Domingo, do Correio da Manhã, está aqui (texto de F. C., 6.10.2019, pp. 26-27) a explicar como é por dentro um cigarro electrónico, enumerando os componentes: cartucho, bateria de lítio, microprocessador, boquilha e... «atomisador». Não, F. C., é atomizador. Por qualquer razão, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista o vocábulo.

 

[Texto 12 153]

Léxico: «qubit | bit quântico»

E essa ciência, Porto Editora?

 

      «A computação quântica assenta no conceito de qubit (quantum bit), por oposição ao ‘bit’ que é a unidade básica do sistema binário em que assentam os computadores atuais. Segundo a física quântica, ao contrário de um bit clássico, que está no estado ‘zero’ ou no estado um, um qubit pode estar no estado zero e um ao mesmo tempo» («Investigadores do Técnico lideram projeto europeu sobre computação quântica», TSF, 2.10.2019, 16h10). «Da mesma forma, além de conterem ao mesmo tempo os dois valores, os qubits podem ter 1% de ‘sim’ e 99% de ‘não’ e assim sucessivamente — ou seja, em vez do espaço limitado permitido pelo atual sistema binário, passa-se para uma memória enorme. Além da sobreposição, os qubits também aproveitam outro fenómeno da Física Quântica, igualmente complicado de entender para os não especialistas, que é o entrelaçamento: a possibilidade de se estabelecerem correlações de fontes de memória separadas por anos-luz» («Computadores quânticos vão mudar o mundo», Fernando Madaíl, «Domingo»/Correio da Manhã, 6.10.2019, pp. 35-36). Ao mesmo tempo dois valores: é, como lembra o jornalista do Correio da Manhã, o gato vivomorto de Schrödinger.

 

[Texto 12 152]