Léxico: «volante»

Visita de estudo a Coimbra

 

      Se a Porto Editora visitasse o Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, e se detivesse uns segundos à frente do Tríptico da Paixão de Cristo, leria que a obra foi feita por encomenda de D. Manuel I e que «Quentin Metsys executou em Antuérpia, entre 1514 e 1517, o tríptico de que se conservam os volantes. Estando o tríptico fechado, o observador deparava com a Anunciação – primeiro momento da vida terrena de Cristo – em grisalha, em tons de branco, cinza e rosa. Das cenas que encerram este ciclo falava o interior: ao centro, o Calvário; aos lados, a humilhação infligida pelos romanos (Flagelação) e pelos judeus (Ecce Homo). Os temas e as dimensões das figuras, a posição da cabeça e das mãos da Virgem, conservada em fragmento, parecem autorizar a restituição conjetural do Calvário». Não é apenas desta acepção de volante que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora está a precisar — talvez do triplo das seis que regista agora.

 

[Texto 12 233]

Helder Guégués às 09:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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