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Linguagista

Léxico: «iorubá | nagô»

Isso é omitir o mais importante

 

      A minha última descoberta musical — comecei pela canção No Man Is Big Enough for My Arms, que mistura excertos de um discurso de Michelle Obama — foi o duo franco-cubano Ibeyi, composto pelas gémeas Lisa-Kaindé e Naomi Díaz, filhas do percussionista Miguel Anga Díaz, membro do Buena Vista Social Club. Ora bem, as Ibeyi cantam em inglês e em iorubá, o que me levou, claro, ao dicionário da Porto Editora para ver como define ioruba/iorubá, e sobretudo o gentílico Iorubas. Pobremente: «ETNOGRAFIA povo da África Equatorial, que vive no Benim, na Nigéria e no Togo, notável pela evolução da sua arte». E a ligação ao Brasil, é para esquecer? No Michaelis: «Indivíduo dos iorubas, povo negro do grupo sudanês da África oriental, possuidor de instituições políticas bastante desenvolvidas e aptidões comerciais apreciáveis; no Brasil, para onde foi trazido em grandes contingentes, recebeu a denominação de nagô e foi um fator de grande importância na formação étnica e cultural do país.»

 

[Texto 12 570]