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Linguagista

O que se diz por aí

Também parece mentira

 

      «O pivô do ‘Jornal da 8’ José Alberto Carvalho cometeu uma gaffe quando na passada 5ª feira fez um trocadilho com “voz” e “avós” para assinalar o Dia da Voz. “Que a voz nunca nos falte, como bem nos lembra o Hino Nacional quando menciona os nossos egrégios [que significa distinto, ilustre, insigne ou nobre] avós”, disse. A expressão refere-se aos nossos ilustres antepassados e não ao nosso aparelho fonador (voz). A gaffe surge numa semana em que a informação da TVI esteve debaixo de fogo devido a uma reportagem que referia que a população do Norte é “menos educada, mais pobre e envelhecida”» («José Alberto de Carvalho. Jornalista comete gaffe», «Vidas»/Correio da Manhã, 18.04.2020, p. 57). (Mas, meus meninos, é 5.ª-feira — habituem-se a fazer tudo como deve ser.)

 

[Texto 13 168]

Léxico: «variolação»

Enquanto isso...

 

      «Enquanto isso, na blogosfera nerd norte-americana, já há quem cogite apelar para a variolação. Para os muitos leitores que não devem estar familiarizados com o termo, a variolação é o ancestral das vacinações. Historicamente, consistiu em inocular pessoas com uma dose baixa do vírus da varíola, o que normalmente produzia uma infecção branda, mas que ainda assim proporcionava imunidade» («A avó de todas as vacinas», Hélio Schwartsman, Folha de S. Paulo, 14.04.2020, p. A2).

      Os nossos dicionários registam uma variante, por sinal de mais difícil pronunciação — variolização.

 

[Texto 13 167]