11
Mai 20

Léxico: «fava-de-tonca»

Até em flocos

 

      «Uma das revelações trazidas por esta nova revolução do gin, a fava-de-tonca é um fruto seco com travo de amêndoa, canela, baunilha e noz-moscada. Originário da América do Sul, é chamado de cumaru pelos brasileiros e muitas vezes substitui a baunilha na confeitaria (e até na perfumaria). O facto de ser um anticoagulante sugere alguma cautela na sua utilização culinária ou aplicação em perfect serves de gin tónico» (Vamos Beber Um Gin?, Miguel Somsen, Daniel Carvalho e Gin Lovers. Alfragide: Casa das Letras, 2014, p. 166). Fava-de-tonca (Dipteryx odorata). Só a vamos encontrar num dicionário bilingue da Porto Editora.

 

[Texto 13 317]

Helder Guégués às 10:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «segundona»

Em Angola não é

 

      «Equipas da segundona propõem interrupção definitiva da prova» (António Cristóvão, Jornal de Angola, 7.05.2020, p. 30). Donde se conclui que não é somente o aumentativo feminino singular de «segunda».

 

[Texto 13 316]

Helder Guégués às 09:45 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «azul-de-berlim»

Berliner Blau

 

      «Em A Grande Onda há oito cores – azul-índigo para os contornos, três tonalidades de azul-da-prússia para o mar, cinzento-claro para o céu e para algumas partes das embarcações de segundo plano, cinzento-escuro para o céu por trás do monte Fuji, amarelo-claro para algumas partes das embarcações de segundo plano, rosa para as nuvens no cimo do céu –, mas a dominante é o azul-da-prússia (Preußisch Blau) ou azul-de-berlim (Berliner Blau), não o tradicional azul japonês» («O silêncio e a espera», António Araújo, Diário de Notícias, 9.05.2020, p. 51). Há anos e anos que se conhece e usa entre nós, mas os dicionários ainda continuam alheados.

 

[Texto 13 315]

Helder Guégués às 09:30 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «lhama»

Olha as variantes

 

      «Winter (Inverno) é uma lhama de 4 anos, cor de chocolate, com pernas esguias, orelhas ligeiramente tortas e cílios de causar inveja» («Lhamas poderão se tornar heroínas do combate ao coronavírus», Jillian Kramer, Folha de S. Paulo, 9.05.2020, p. B6). Basta ver em alguns dicionários editados no Brasil para comprovar que assim é. Logo, Porto Editora, lhama não é somente, como dizes, o «tecido de fio de ouro ou prata, ou com esse aspecto», mas também o simpático mamífero da família dos camelídeos. Uma variante.

 

[Texto 13 314]

Helder Guégués às 09:15 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Ainda as zaragatoas

Nunca na vida

 

      «O circuito covid não é muito diferente dos outros. Cada uma das zaragatoas — uma espécie de cotonete gigante que permite recolher secreções da cavidade nasal da pessoa que se quer testar — é colocada num tubo próprio. As amostras são depois introduzidas num frasco “que tem de ter tampa de rosca e ser de um material rijo e inquebrável”, que é enviado para o serviço de patologia clínica. Cada um destes frascos é descontaminado e aberto numa câmara de segurança e as zaragatoas, colocadas num suporte, seguem o seu caminho em direcção ao laboratório de biologia molecular» («Viagem ao laboratório onde já se fizeram mais de 15 mil testes à covid-19», Ana Maia, Público, 8.05.2020, p. 12).

      Ana Maia não apenas confunde preposições, como nunca na vida viu uma zaragatoa. A propósito — digo, não digo? —, o teste à covid-19 que me fizeram no Hospital de Santa Maria perdeu-se lá no circuito interno. Aliás, ter-se-á perdido tudo, todo o processo, pois, até hoje, não fui contactado. Pois, acontece — só espero que não aconteça muitas vezes. Continuo doente.

 

[Texto 13 313]

Helder Guégués às 09:00 | comentar | favorito
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Léxico: «bocha»

Português-neerlandês...

 

      «Praticada desde o Império Romano e trazida para a América do Sul pela imigração italiana, a bocha também tem adeptos no Brasil, especialmente no Sul e no Sudeste» («Brasileiro projeta ventilador pulmonar com limpador de para-brisa e pneu», Michele Oliveira, Folha de S. Paulo, 4.05.2020, p. B15).

 

[Texto 13 312]

Helder Guégués às 08:45 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «dique fusível»

Interessa saber

 

      «Sobre a possibilidade de as obras prevenirem uma nova cheia, Matos Fernandes explica que os projetos de construção “têm sempre uma limitação”, mas que “com a reparação dos diques fusíveis e com todo o reforço dessas estruturas, acreditamos que vamos conseguir ter toda esta infraestrutura do Baixo Mondego a funcionar dentro dos limites do projeto”» («“Mondego mais Seguro” contra cheias. Ministro garante que “parte mais urgente está resolvida”», Diana Craveiro, TSF, 8.05.2020, 19h19). Já foi explicado: «“Os diques fusíveis já estão a funcionar. São três diques que a margem direita do rio Mondego tem que, com determinadas quotas [de água], abrem para inundar os campos agrícolas. Foram construídos para isso, para tirar caudal ao leito principal”, explicou Manuel Oliveira» («Caudal do Mondego estabilizou em Coimbra e situação no Porto melhorou», SIC Notícias, 14.02.2016, 9h30).

 

[Texto 13 311]

Helder Guégués às 08:30 | comentar | favorito
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Léxico: «geopolímero | policarboxilato»

Agora na Lua

 

      «A urina dos astronautas poderá ser útil na construção de uma base na Lua, sugere um estudo que revela que a ureia, composto orgânico da urina, torna o “betão lunar” mais maleável antes de robustecer na sua forma final. O estudo, divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA), concluiu que a adição de ureia a uma mistura de “geopolímero lunar” resultou melhor do que outros plastificantes comuns, como naftalina e policarboxilato, usados como aditivos para suavizar materiais e reduzir a necessidade de água. Aplicado à engenharia civil, um geopolímero é um material inorgânico que pode ser usado como cimento» («Urina de astronautas pode ser útil na construção de uma base na Lua», Jornal de Notícias, 10.05.2020, p. 34).

 

[Texto 13 310]

Helder Guégués às 08:15 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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11
Mai 20

Léxico: «uigense»

Outra que nos falta

 

      «Tiago Quissua Eduardo Armando nasceu no Uíge, em 1990, filho de Samuel Armando, funcionário público, e de Maria Eduardo Quibando, comerciante. Quissua, para os uigenses, e Tiago, para os luandenses, nasceu num dos bairros mais famosos do Uíge, o bairro Candombe Velho, e é o mais velho entre 5 irmãos. “Foi nos becos lindos e entre montanhas do bairro onde passei a infância e adolescência até à fase adulta”» («Estudou ao ar livre e fez duas licenciaturas», Rui Ramos, Jornal de Angola, 10.05.2020, p. 26).

 

[Texto 13 309]

Helder Guégués às 08:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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