19
Mai 20

Léxico: «soquete | apiloamento»

Outras duas desconhecidas cá

 

      «Seguindo a orientação do alinhamento, faça a abertura da vala para construção dos elementos da fundação, considerando a largura e a profundidade previstas para o assentamento. Deixe as laterais ligeiramente inclinadas para facilitar os processos posteriores de impermeabilização e reaterro. Com soquete, realize o apiloamento do fundo da vala para compactação e regularização do solo» («Fase inicial da obra», Dicas para o Construtor, Março de 2020, p. 13). Amanhã ainda continuamos nas obras.

 

[Texto 13 381]

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Léxico: «radier»

Aqui recorreram ao francês

 

      «O radier é um elemento de fundação executado em concreto armado e pode ser utilizado em uma casa térrea ou sobrado» («Fase inicial da obra», Dicas para o Construtor, Março de 2020, p. 8).

      Outro que nem sequer nos dicionários brasileiros, tanto quanto vi, encontramos. Designa a laje contínua fundida directamente sobre o terreno, de betão armado, usada geralmente em edifícios de habitação. No Trèsor: «Plate-forme (en bois, en maçonnerie, en béton), revêtement imperméable protégeant la base d’une construction contre l’érosion des eaux, ou lui servant de fondation.»

 

[Texto 13 380]

Helder Guégués às 09:30 | favorito
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Léxico: «gabarito | tabeira»

Desconhecidos por cá

 

      «Esse é um gabarito (tabeira) no tamanho reduzido para indicar como fica a demarcação em tamanho real. O objetivo da tabeira é marcar os alinhamentos para depois construir as vigas baldrame e os blocos da fundação» («Fase inicial da obra», Dicas para o Construtor, Março de 2020, p. 13).

 

[Texto 13 379]

Helder Guégués às 09:15 | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «boçoroca | voçoroca»

Fica explicado

 

      «Se a terraplenagem não obedecer a recomendações técnicas, pode apresentar os seguintes problemas: taludes compactados, deformações acentuadas (que acarretariam danos no pavimento apoiado sobre o aterro) e aparecimentos de processos erosivos (que podem resultar no aparecimento de sulcos, ravinas e boçorocas)» («Fase inicial da obra», Dicas para o Construtor, Março de 2020, p. 29). Uma boçoroca (ou voçoroca), segundo o Dicionário Michaelis, é a «depressão no solo, geralmente de grande profundidade, resultante de erosão subterrânea que atinge o lençol freático; buracão».

 

[Texto 13 378]

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Léxico: «baldrame»

Vamos então a isso

 

      «Dentre as fundações diretas rasas estão os blocos, que são usados quando há atuação de pequenas cargas. Os blocos podem ser de alvenaria de tijolos simples, pedra de mão ou de concreto simples. São ligados por vigas, chamadas de baldrame, e podem ser usados na construção de um sobrado» («Fase inicial da obra», Dicas para o Construtor, Março de 2020, p. 7). Baldrame é uma palavra muito bonita. De origem desconhecida, ao que parece.

 

[Texto 13 377]

Helder Guégués às 08:45 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «tubulão»

Qual tubo! É outra coisa

 

      «Exemplo da fundação direta profunda é o tubulão, indicado para fundações dentro d’água ou solos resistentes por compressão» («Fase inicial da obra», Dicas para o Construtor, Março de 2020, p. 8).

      A Porto Editora até conhece tubulão, mas noutra acepção: «tubo de grande diâmetro». Outros dicionários (incluindo brasileiros) nem isto. Aqui, é o tipo de fundação profunda de betão que se caracteriza por ter uma base alargada, isto é, o diâmetro da base é maior do que o diâmetro do fuste. E se eu agora trouxesse para aqui outros termos da construção civil usados no Brasil? Palpita-me que não seriam apenas os trolhas (vocábulo que tem uma pobre definição no dicionário da Porto Editora) que ficariam contentes.

 

[Texto 13 376]

Helder Guégués às 08:30 | ver comentários (1) | favorito
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Uma confusão que conhecemos bem

Não são apenas os nossos

 

      Os jornalistas portugueses, afinal, não são os únicos precipitados que confundem isto: «A província da Lunda-Sul espera apenas pelos cartuxos do aparelho de germe-expert para o início da colecta de amostras dos cidadãos vindos de Portugal no dia 19 de Março» («Lunda-Sul aguarda material para recolha de amostras», Jornal de Angola, 18.05.2020, p. 4). Aquele «germe-expert» também é um tudo-nada intrigante. O que eles não inventam para que os leitores, que lhes pagam, não percebam nada. O director do Jornal de Angola, Víctor Silva, devia ensinar uma mnemónica simples (pergunte-me como) para os seus escribas não caírem nestes erros tão básicos. (Víctor é a única grafia correcta, lógica, deste nome. Cá, salvo erro, ninguém o escreve assim. Terá sido um padre mais sábio a escrevê-lo assim no assento de baptismo. A propósito, o dicionário da Porto Editora não devia registar também assento de baptismo, e não apenas, como faz, assento de nascimento?)

 

[Texto 13 375]

Helder Guégués às 08:15 | favorito
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19
Mai 20

Léxico: «nematódeo»

Ajudem aqui

 

      «Manuel Mota, que fez parte da equipa de investigadores do estudo e que é responsável pelo Laboratório de Nematologia, adiantou à agência Lusa que esta nova espécie de nematode fitoparasita foi designada como Longidorus bordonensis» («Nova espécie (um nematode fitoparasita) descoberta por cientistas de Évora», Público, 14.05.2020, 22h46).

      Isto está correcto? Então fitoparasita/fitoparasito não é, como leio em todos os dicionários, o vegetal parasita? Não será antes um ectoparasita/ectoparasito, isto é, um animal parasita que vive na parte externa do corpo do seu hospedeiro? É que o Longidorus bordonensis é um espécime dos nematodes, ou seja, pertence ao grupo de nematelmintes. Alguém nos ajuda a discernir isto? A propósito, nematódeo não falta no dicionário da Porto Editora?

 

[Texto 13 374]

Helder Guégués às 08:00 | ver comentários (1) | favorito
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