15
Jul 20

Léxico: «taipa de fasquio»

Mais taipa

 

      «A taipa de fasquio, normalmente utilizada em pisos superiores, compõe-se de uma estrutura de tábuas de madeira, colocadas na vertical, designando-se por taipal ao alto. Sobre este, é colocado um segundo pano de tábuas na diagonal, travadas, por último, com ripado horizontal, o fasquio. Esta técnica é aplicada sobre as paredes de alvenaria de pedra e assente nos frechais (vd. 4.3.2), em caso de inexistência deste apoio, o seu travamento poderá ser garantido através do encaixe e travamento das vigas na base de pedra do piso térreo» (Caracterização de Edifícios Antigos Pré-Pombalinos, Carlos Manuel Neves Domingos. Dissertação de mestrado, UNL, 2010, pp. 33-34).

 

[Texto 13 722]

Helder Guégués às 10:15 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «taipa de rodízio»

Outro rodízio

 

      «A taipa de rodízio é uma técnica utilizada em paredes interiores e exteriores e normalmente em pisos superiores. É constituída por uma estrutura de vigas de madeira, que funciona como um esqueleto, com alguma elasticidade e preenchida por alvenaria de tijolo maciço, acompanhado com argamassa» (Caracterização de Edifícios Antigos Pré-Pombalinos, Carlos Manuel Neves Domingos. Dissertação de mestrado, UNL, 2010, p. 34).

 

[Texto 13 721]

Helder Guégués às 10:00 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «neo-otomanismo»

O desmazelo deles

 

      «Ambas as decisões, em conjunto, são mais um sinal do que tem sido chamado neo-Ottomanismo, isto é, o regresso da Turquia às suas raízes otomanas, afastando-se do republicanismo laicista introduzido por Kemal Ataturk depois da queda do Império Otomano» («Hagia Sophia, em Istanbul, volta a ser uma mesquita», Filipe d’Avillez, Rádio Renascença, 10.07.2020, 19h40).

      É inacreditável este desleixo a escrever. É, evidentemente, neo-otomanismo, que os dicionários ainda não registam.

 

[Texto 13 720]

Helder Guégués às 09:45 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «canhão de rodízio»

O nosso desmazelo

 

      «Em 1862 armava no Tejo a escuna “Napier”, construída no Arsenal de Lisboa e ajoujada com um canhão de rodízio que fazia envolvê-la na lenda de que as primeiras grandes ondas, fora da barra, lhe fariam “da quilha portaló”» (Missão Diplomática do Conde de Paço d’Arcos no Brasil, 1891 a 1893, Carlos Eugénio Corrêa da Silva Paço d’Arcos (Conde de), Henrique Corrêa da Silva. Lisboa: Sociedade Industrial de Tipografia, 1974, p. XXVI). Pois é, nos dicionários em língua inglesa está swivel gun; nos nossos, não encontramos o canhão de rodízio.

 

[Texto 13 719]

Helder Guégués às 09:30 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «límulo | caranguejo-ferradura»

Um caranguejo muito especial

 

   «É chamado de “fóssil vivo” e uma das armas da indústria farmacêutica. O límulo, também conhecido por caranguejo-ferradura, é um artrópode quelicerado, que não tem sistema imunitário e consegue ficar um ano sem se alimentar. Manteve as mesmas características ao longo do tempo e o seu sangue azul é usado para testar vacinas — serve como teste para saber se as componentes da vacina são perigosas» («Vacina contra a covid pode levar à extinção do caranguejo-ferradura», Diário de Notícias, 9.07.2020, 10h35).

      Sim, o límulo, ou caranguejo-ferradura (Limulus polyphemus), a dar tal contributo à humanidade, ainda não está nos nossos dicionários.

 

[Texto 13 718]

Helder Guégués às 09:15 | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «lagarto-espinhoso»

E agora um lagarto

 

      «[Luís Ceríaco] É também um dos autores da descoberta em Angola de um sapo sem ouvidos, publicada em 2018, ou de três novos lagartos-espinhosos, publicada em 2016» («Descobertas três serpentes em Angola que entram nas casas», Teresa Firmino, Público, 10.07.2020, p. 29).

 

[Texto 13 717]

Helder Guégués às 09:00 | favorito
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Léxico: «serpente-castanha-de-frade»

Serpentes III

 

      «Por fim, a Boaedon fradei é endémica do Sudoeste de Angola e também parte da Zâmbia e da República Democrática do Congo. É dedicada ao zoólogo português Fernando Frade (1898-1983), antigo director do Centro de Zoologia do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) e que tinha apanhado exemplares desta nova espécie agora descrita. [...] “As suas contribuições para a zoologia africana, especialmente das antigas colónias portuguesas em África, estão espalhadas por dezenas de artigos científicos e monografias e o seu nome é homenageado no nome de diversos taxa [unidades de classificação científica] de invertebrados”, lê-se no artigo científico, que assim propõe como nome comum “serpente-castanha-de-frade” para a Boaedon fradei» («Descobertas três serpentes em Angola que entram nas casas», Teresa Firmino, Público, 10.07.2020, p. 29).

 

[Texto 13 716]

Helder Guégués às 08:45 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «serpente-castanha-de-branch»

Serpentes II

 

      «Já a Boaedon branchi, cujo nome comum proposto é “serpente-castanha-de-branch”, é endémica da província do Cuando-Cubango, no Sudeste de Angola. “Foi colectada durante as expedições da National Geographic ao Okavango. É dedicada ao herpetólogo sul-africano William Branch, que faleceu em 2018, e que nos últimos anos tinha trabalhado bastante em Angola.”» («Descobertas três serpentes em Angola que entram nas casas», Teresa Firmino, Público, 10.07.2020, p. 29).

 

[Texto 13 715]

Helder Guégués às 08:30 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «serpente-castanha-de-bocage»

Serpentes I

 

      «“A Boaedon bocagei é endémica da região de Luanda. Numa metrópole com milhões de habitantes, ainda se descobrem espécies novas para a ciência”, começa por sublinhar Luís Ceríaco [biólogo e curador-chefe do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto]. Parte do nome científico desta serpente de cor alaranjada, com duas listas brancas grossas a fazer de mascarilha na zona dos olhos, é uma homenagem a José Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907), fundador dos estudos herpetológicos em Angola. Como nome comum desta espécie, a equipa propõe “serpente-castanha-de-bocage”» («Descobertas três serpentes em Angola que entram nas casas», Teresa Firmino, Público, 10.07.2020, p. 29).

 

[Texto 13 714]

Helder Guégués às 08:15 | ver comentários (1) | favorito
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15
Jul 20

Léxico: «faia-antárctica | faia-alpina»

Duas faias e um cão

 

      «Soltam-me, eu corro até à margem do rio e procuro o cheiro do fugitivo entre os aromas do musgo e dos líquenes, entre as folhas dos larícios e dos coigües, da faia antártica e da faia alpina, que se decompõem para que cresçam as ervas e as plantas que tornam o bosque impenetrável» (História de Um Cão Chamado Leal, Luis Sepúlveda. Tradução de Helena Pitta. Porto: Porto Editora, 2016, p. 29).

      Facilmente se pode imaginar o narrador, um cão, a ladrar furiosamente à porta da Porto Editora por esta não registar faia-antárctica (Nothofagus antarctica e Nothofagus moorei) e faia-alpina (Nothofagus alpina).

 

[Texto 13 713]

Helder Guégués às 08:00 | ver comentários (2) | favorito
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