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Linguagista

O «none» da Informática

Assim não

 

      «A Direcção-Geral da Saúde (DGS) forneceu a investigadores dados de vigilância epidemiológica de doentes com covid-19 “incompletos” e com “erros”, afirrmam dois investigadores que tiveram acesso a este material. [...] [Cristina Santos, professora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e especialista em bioestatística] Percebeu que em cerca de metade dos casos não é possível saber se o paciente tinha ou não uma doença prévia (40% dos quais porque a informação ficou por preencher nas noticações). E muitos eram pessoas com mais de 65 anos. “É normal que acima desta idade as pessoas tenham doenças crónicas”, nota. O problema é que a palavra que aparecia era “none”, o que terá induzido os investigadores em erro» («Investigadores dizem que DGS lhes deu dados com “erros”. Não há tempo para preencher tudo, alega DGS», Alexandra Campos, Público, 9.08.2020, p. 13).

      Aqui, não era necessário saber inglês — mas ter umas luzes, ainda que bruxuleantes, de informática e alguma cultura geral. Para investigadores, não está mal — está péssimo. Já que perguntam: sim, há décadas que saberia interpretar o «none» naquele contexto.

 

[Texto 13 862]