Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Linguagista

O verbo «demolir»

Deve continuar a ser assim

 

      «Entretanto, enquanto a investigação policial assim o exigir, as obras na mansão estão suspensas e só devem recomeçar depois do verão. Mas com regras: o plano de preservação imposto em Paris proíbe os novos proprietário que demulam o edifício, modifiquem a fachada original, ampliem o espaço ou construam novas zonas. Jean-Bernard Lafont já fez saber que planeia seguir todas as regras. Mas não comenta a arrepiante descoberta no sótão da Rue Oudinot, número 12» («O cadáver com 30 anos que suspendeu as obras numa misteriosa mansão abandonada no coração de Paris», Marta Leite Ferreira, Observador, 10.08.2020, 22h19).

      Os estudiosos da língua, quase sem excepção, consideram defectivo o verbo demolir. Como abolir, por exemplo. Percebe-se, creio, porquê. Não tanto por ter formas antieufónicas (outro que devia ser dicionarizado), mas por não terem sido assimiladas pelo uso. A solução, como sempre, está ou nos circunlóquios ou em sinónimos.

 

[Texto 13 865]