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Linguagista

Léxico: «cromeno | cromano»

Por detrás, o grego

 

      «O Instituto das Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho está a desenvolver um projeto de investigação, para encontrar um tratamento para o cancro da mama, num dos seus subtipos mais agressivos. De acordo com a academia, esta opção terapêutica é constituída por “cromenos sintéticos, uma família de compostos abundantes na natureza, que têm mostrado eficácia no combate à doença”» («Universidade do Minho desenvolve tratamento para cancro da mama agressivo», Olímpia Mairos, Rádio Renascença, 11.08.2020, 13h34).

      Vem do inglês chromene, que o Collins diz ser «a compound derived from plants, used as an insecticide», mas precisa de ser actualizado. Claro que, por detrás, está o grego chroma, «cor». Aprendamos com quem sabe: «Os cromenos, também designados por benzopiranos, são compostos de oxigénio bicíclicos formados por um anel benzeno e um anel pirano» (Reações Pericíclicas Intramoleculares na Síntese de Novos Cromenos, Fernanda Maria Ribeiro Laia. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2015, p. 3). Mais: «Quando o anel pirano do cromeno se encontra saturado, este derivado é denominado por cromano» (idem, ibidem).

 

[Texto 13 866]