23
Set 20

A população de Israel

Casa de ferreiro

 

      Anteontem, num telejornal, ouvi que Israel tem 9 milhões de habitantes. Sendo assim, a Infopédia parou no tempo: «A população, era, em 2006, de 6 352 117 habitantes.» Segundo notícia recente do jornal The Times of Israel, a população de Israel é agora de 9,2 milhões. E a composição populacional também já não é a mesma: os judeus não são 80 % da população, mas 74 %; os muçulmanos não são 15 %, mas 21 %; os cristãos não são 3 %, mas 2 %. Outra coisa que têm de corrigir — e já o disse em relação a outro texto de apoio da Infopédia — é o símbolo de permilagem.

 

[Texto 14 014]

Helder Guégués às 10:45 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Emília-Romanha, Véneto, Toscana, etc.

Os toscos

 

      «Em Janeiro votou-se na Emilia-Romagna e na Calábria, agora 18,6 milhões de eleitores escolhem os governos de sete regiões — para além da Toscana, Veneto, Campânia, Ligúria, As Marcas, Apúlia e Vale d’Aosta (região francófona com o seu próprio sistema partidário)» («Sete regiões votam, mas futuro da direita joga-se na Toscana», Sofia Lorena, Público, 20.09.2020, p. 22).

      Não vimos já mais de uma vez que devemos dizer Emília-Romanha? Como também é Véneto. (Mas, na Infopédia, encontramo-lo com e sem acento é conforme dá na veneta.) Vá lá, escreveu Toscana e não, como fazem muitos toscos, «Toscânia». (Como corrigi na semana passada no texto de um autor português.)

 

[Texto 14 013]

Helder Guégués às 10:30 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «polissacarídico»

Mais protegido

 

      Ontem fui levar a Pneumovax 23, uma vacina antipneumocócica polissacarídica. Toma única. (Se viver até aos 122 anos, considero a hipótese de a reforçar dentro de cinco ou seis décadas.) Vem numa solução injectável em seringa pré-cheia. Podia ter sido eu a administrá-la a mim mesmo, mas deixei isso para o Dr. Amorim. Depois não digas que não te avisei, Porto Editora.

 

[Texto 14 012]

Helder Guégués às 10:15 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «alerta»

Fica o alerta

 

      «Os alertas de desflorestação na Amazónia brasileira caíram 21% em agosto face ao período homólogo de 2019, mas ainda são elevados, já que o resultado é o segundo pior desde 2015, informaram hoje fontes oficiais» («Desflorestação na Amazónia brasileira cai 21% em agosto mas continua elevada», Visão, 11.09.2020, 20h08).

      Parece-me óbvio que este sentido de alerta não se encaixa em nenhuma das acepções registadas no dicionário da Porto Editora: «1. sinal para se estar vigilante para o ataque, defesa ou protecção; 2. situação de vigilância».

 

[Texto 14 011]

Helder Guégués às 10:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «holstein-frísia»

Falemos de bovinos

 

      «A holstein-frísia é uma das raças icónicas na produção de carne nos Açores» («Fomos ‘comer’ São Miguel», Fortunato da Câmara, «Revista E»/Expresso, 27.08.2020, p. 78).

 

[Texto 14 010]

Helder Guégués às 09:45 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «espectrógrafo»

Pois é

 

      Alexandre Cabral, investigador do Instituto de Astrofísica e de Ciências do Espaço, foi ontem o convidado dos 90 Segundos de Ciência, da Antena 1. Veio falar do espectrógrafo Expresso, instalado no VLT, um dos maiores observatórios, situado no deserto de Atacama, Chile. Num texto de apoio da Infopédia sobre Francis Aston, a palavra aparece mal escrita: «Um dos seus trabalhos principais e pelo qual recebeu o Prémio Nobel da Química, em 1922, foi o desenho e a utilização do espectógrafo de massa, ferramenta fundamental da física atómica, que lhe permitiu compreender diversos problemas, nomeadamente a existência de isótopos em elementos radioativos como também em muitos outros elementos da Tabela Periódica.»

 

[Texto 14 009]

Helder Guégués às 09:30 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «arte-nova | art-déco»

Palavras vagabundas

 

      Vagabundas porque não estão na maioria dos dicionários: «Tectos arte-nova desaparecem, será destruída uma abóbada pombalina, o primeiro andar da Confeitaria Nacional deixa de o ser, aí tomarão o petit-déjeuner os turistas que ainda nos queiram visitar» («Baixa pombalina: o fim anunciado de uma classificação UNESCO», Miguel de Sepúlveda Velloso et al., Público, 17.08.2020, p. 6). Não é que o texto, assinado por 32 membros do Fórum Cidadania Lx, seja um primor (até têm erros ortográficos), mas serve bem para mostrar a insuficiência dos nossos dicionários. Outro caso semelhante: «Poucas vezes terá o avô Mateus entrado dentro da grande casa, estou certa – a ele pouco importariam os frescos nas paredes e nos tectos, os móveis art-déco, o gorgolejar do champanhe nos copos, o tilintar dos talheres e do serviço de porcelana, o luxo indecente do casaco de astracã do general Gomes da Costa, as gargalhadas impudicas dos oficiais, o castão de prata da bengala do general Tamagnini de Abreu» (Os Olhos de Tirésias, Cristina Drios. Alfragide: Teorema, 2013, p. 24).

 

[Texto 14 008]

Helder Guégués às 09:15 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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23
Set 20

Léxico: «confessionalismo | confessionalista»

A propósito do Líbano

 

      «O porto de Beirute, derreado, é, para todos os analistas e para a população que esqueceu a dor e os escombros para protestar com violência, a representação do Estado libanês: a imagem do fracasso de um sistema político único no Mundo, o confessionalismo» («Um sistema político inédito fez do Líbano o fracasso que é hoje», Ivete Carneiro, Jornal de Notícias, 8.08.2020, 18h04).

 

[Texto 14 007]

Helder Guégués às 09:00 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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