31
Out 20
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Out 20

O etnónimo Tchokwe/Chocué/Quioco

Agora é aplicar

 

      «Em fevereiro de 2016, ainda com José Eduardo dos Santos nas funções de Presidente em Angola, a Fundação Sindika Dokolo entregou ao chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Luanda, duas máscaras e uma estatueta do povo Tchokwe (leste de Angola), que tinham sido saqueadas durante o conflito armado, recuperadas após vários anos de negociação com colecionadores europeus» («Morreu Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos», TSF, 29.10.2020, 23h02).

      Os jornalistas pelam-se por um termo assim, com kk e ww. Uma maravilha! Em português, é chocué, ou, vá, quioco. Num texto de apoio da Infopédia, porém, nada se diz da forma preferencial, chocué: «O nome Tshokwe apresenta algumas variantes (Tchokwe, Chokwe, Batshioko) e, entre os portugueses, ficaram conhecidos por Quiocos.» No dicionário geral, contudo, no verbete «Quiocos», lê-se isto: «Forma deturpada do vernáculo Tchokwe, etnónimo». Faz o que digo, não faças o que eu faço.

 

[Texto 14 258]

Helder Guégués às 09:00 | favorito
30
Out 20

Léxico: «exotização»

Ao contrário

 

      «Há cerca de 15 anos, sentia pouca sinceridade na celebração multicultural em Portugal e o que via era a fetichização do corpo negro e uma exotização da música de raízes africanas como algo exterior. E agora?» («​“Esta transformação vai trazer uma mudança de pele”», Mário Lopes, Público, 14.07.2020, p. 32).

      Muito ao contrário do que eu supunha, o dicionário da Porto Editora regista fetichização, mas não exotização.

 

[Texto 14 257]

Helder Guégués às 10:00 | favorito
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Léxico: «racializante»

À volta do mesmo

 

      «Uma reflexão histórica crítica sobre o colonialismo e as ideologias que o sustentaram é fundamental para compreender hoje as políticas racializantes da beleza» («“Into the White”. O mercado do branqueamento da pele em Lisboa», Chiara Pussetti e Isabel Pires, «P2»/Público, 21.06.2020, p. 17).

 

[Texto 14 256]

Helder Guégués às 09:45 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «aclaramento | tonalização»

Tomai lá estas duas

 

      «O aclaramento, muitas vezes definido como “tonalização” da pele, não é, para elas, apenas uma questão estética, mas uma forma de aumentar a mobilidade profissional, o sucesso no encontro de parceiros e de obter mais aprovação social» («“Into the White”. O mercado do branqueamento da pele em Lisboa», Chiara Pussetti e Isabel Pires, «P2»/Público, 21.06.2020, p. 17).

[Texto 14 255]

Helder Guégués às 09:30 | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «Listrão | Caracol»

São castas, senhores

 

      «Referimo-nos ao Terrantez, Verdelho, Malvasia (em várias versões) e Sercial. Há já muitos anos que outras se eclipsaram da ilha [da Madeira], como a Moscatel, Listrão e Bastardo, hoje existentes em quantidades microscópicas» («Verdelho de cheiro a mar», João Paulo Martins, «Revista E»/Expresso, 6.06.2020, p. 84).

      Para o dicionário da Porto Editora, é apenas «listra grande; listão». Mas não, também é o nome de uma casta. Na Madeira, há uma casta de nome Caracol, que também é desconhecida do dicionário da Porto Editora.

 

[Texto 14 254]

Helder Guégués às 09:15 | ver comentários (1) | favorito
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30
Out 20

Léxico: «consensualismo»

Como falta este

 

      «E tem, a meio caminho, “Com os Holandeses”, de Rentes de Carvalho, que elogiou a organização, a parcimónia e a honestidade dos seus semicompatriotas, e aborreceu o consensualismo, a avareza, a hipocrisia» («Os holandeses», Pedro Mexia, «Revista E»/Expresso, 1.08.2020, p. 54). «A palavra pesquisada não foi encontrada neste dicionário.»

 

[Texto 14 253]

Helder Guégués às 09:00 | favorito
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