02
Out 20

Léxico: «organaria»

Noutros dicionários

 

      «Com a ajuda de António Duarte e da Oficina e Escola de Organaria, dos mestres organeiros Pedro Guimarães e Beate von Rohden, a comissão paroquial criada para o 50.º aniversário procurou no estrangeiro órgãos já construídos. A escolha recaiu sobre um instrumento que esteve numa igreja calvinista da Haia, na Holanda, até ao encerramento desta em 2013. Nesse ano a empresa organeira Flentrop, que o construíra, comprou o órgão e manteve-o até agora» («A igreja de Paço de Arcos já tem a peça que lhe faltava: um órgão», João Pedro Pincha, Público, 2.09.2020, p. 18). «Resultado da pesquisa noutros dicionários.»

 

[Texto 14 080]

Helder Guégués às 10:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «cavamento»

Fora dos dicionários...

 

      «Em comunicado, o IPMA explica que o fenómeno meteorológico, que possui “um cavamento explosivo”, tem entrada em Portugal prevista para as 22h00 de quinta-feira e deverá permanecer até ao final de sexta-feira. Os efeitos serão essencialmente sentidos através de rajadas de vento até aos 75 quilómetros por hora junto ao litoral e até 110 km/h nas terras altas» («Depressão “Alex” traz frio, chuva e ventos fortes até sexta-feira», Rádio Renascença, 20.09.2020, 19h55).

 

[Texto 14 079]

Helder Guégués às 09:45 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «aglomerado»

Tudo quanto existe

 

      «Como se pesa o universo? A equipa de Mohamed Abdullah, financiada pela NASA, aperfeiçoou uma técnica de 90 anos que consiste em observar como é que as galáxias orbitam dentro de aglomerados — sistemas massivos que contêm milhares de galáxias. Estas observações permitem medir quão forte é a atração gravitacional, a partir da qual sua massa total é calculada» («Quanta matéria existe no universo? Astrofísicos fizeram a medição mais precisa de sempre», Carolina Rico, TSF, 30.09.2020, 12h05).

      Para muita boa gente, o Universo é tão insignificante, tão vulgar, que não merece maiúscula. Logo por azar, são jornalistas, tradutores, etc. A propósito de aglomerado, o que posso dizer é que há dicionários com o verbete bem mais alargado do que o da Porto Editora.

 

[Texto 14 078]

Helder Guégués às 09:30 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «mecano | mequense»

Coisas de Meca

 

      «Abd Alkader informa que foram os medinenses e mecanos que levaram o gosto pela bebida até o Cairo, mas é bom acentuar que a mercadoria procedia de Moca, principal porto exportador da Arábia Feliz» (História do Café no Brasil e no Mundo, José Teixeira de Oliveira. Rio de Janeiro: Livraria Kosmos Editora, 1984, p. 59).

      Mequense é um horror, mas é o que temos para a nossa Meca, aldeia de Alenquer onde agora surgiu um surto de covid-19. Já para a cidade santa temos mecano e mequense. Estranhamente — ou não, porque é coisa já sabida —, no dicionário da Porto Editora mecano e mequense estão de relações cortadas — nada de remissões.

 

[Texto 14 077]

Helder Guégués às 09:15 | comentar | ver comentários (1) | favorito

Com que então «picuense»...

E os argumentos?

 

      «Ao lado, uma barrinha da carismática manteiga picoense, e um creme de couve de cariz fermentado e suavemente acidulo [sic], a remeter para um puré de choucroute» («Que bem que se está...», Fortunato da Câmara, «Revista E»/Expresso, 19.01.2019, p. 99).

      Fortunato da Câmara não anda muito a par da ortografia oficial, está visto. Só que a ortografia oficial é capaz de estar errada, não, Porto Editora? Como é que de Pico tiram picuense, conseguem explicar-nos? No mínimo, admitiam ambas as variantes. No máximo? No máximo expungiam a forma anómala «picuense» e dicionarizavam a outra.

 

[Texto 14 076]

Helder Guégués às 09:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «pingadeira»

Mas não esta

 

      E as pingadeiras de construção civil, onde param elas nos nossos dicionários? Rufos já nós aqui vimos.

 

[Texto 14 075]

Helder Guégués às 08:45 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «sobrepastoreio»

Não tendes este

 

      «Igualmente referenciadas pela IUCN [União Internacional para a Conservação da Natureza] estão as florestas de acácias na bacia do rio Senegal, onde “a utilização intensiva da água, através de represas, a agricultura intensiva e o sobrepastoreio estão a destruir anos de convivência entre a biodiversidade e as comunidades indígenas do Senegal, Mali e Mauritânia”» («Águas transfronteiriças», Carlos Reis, Além-Mar, Setembro de 2020, p. 21).

 

[Texto 14 074]

Helder Guégués às 08:30 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «viola braguesa»

Notícias de Braga

 

      Num dos episódios de Olhá Festa, na SIC, visitaram o Museu dos Cordofones Domingos Machado, em Braga. E eu lembrei-me de ver se estava braguesa no dicionário da Porto Editora. Está braguês e nada mais. No verbete viola, onde esperava vê-la, só está uma: a viola de gamba.

 

[Texto 14 073]

Helder Guégués às 08:15 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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02
Out 20

Léxico: «hemozoína | parasitemia»

No laboratório

 

      Um grupo de investigadores da Escola de Engenharia da Universidade do Minho está a desenvolver um dispositivo inovador que, apenas apontando uma luz para a pele do paciente, diagnostica a malária, o que faz detectando a presença de hemozoína, um subproduto do parasita da malária que tem propriedades ópticas muito específicas — «que nos permite ajudar a detectar a presença e o estadio da doença», afirmou a investigadora Susana Catarino ao programa 90 Segundos de Ciência, na Antena 1. Actualmente, rematou, já conseguem detectar parasitémias.

 

[Texto 14 072]

Helder Guégués às 08:00 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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