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Linguagista

Léxico: «diarismo»

Também te falta este!?

 

      «Não existindo qualquer critério de conjunto que justifique tais escolhas, é inegável que alguns ensaios lançam novas hipóteses, como sucede na entrada do circunspecto Rui Ramos sobre memorialismo (que, todavia, ignora o prolífico diarismo de Eugénio Lisboa)» («Tragédias divertidas», Pedro Mexia, «Revista E»/Expresso, 7.11.2020, p. 61).

 

[Texto 14 443]

Léxico: «assembleísmo»

Em Espanha

 

      «O assembleísmo popular que inicialmente caracterizou o processo de tomada de decisões converteu-se numa direção monolítica e fechada, onde a dissensão é castigada com o ostracismo» («Podemos. A ratoeira do poder», Angel Luis de la Calle, tradução de Jorge Pereirinha Pires, «Revista E»/Expresso, 17.10.2020, p. 27). (Cá está a prática recomendável: também nos jornais, indicar-se o nome de quem fez as traduções.)

 

[Texto 14 441]

Léxico: «egiptomania | egiptomaníaco»

Fase aguda

 

      «Houve mais: o jovem oficial de engenharia Bouchard regalou a ciência com a Pedra de Rosetta — de que nos ocuparemos a seu tempo — e o Mundo entrou em fase aguda de egiptomania, o que constituiu oportuna preparação para a nova era que se aproximava, a das escavações na Mesopotâmia» (A Fascinante História do Livro, Vol. 1, José Teixeira de Oliveira. Rio de Janeiro: Livraria Editora Cátedra, 1984, p. 25).

 

[Texto 14 440]

Léxico: «necropoder»

Porque já temos «necropolítica»

 

      «Começava uma nova era e terminava o primeiro período do necropoder, o da submissão dos escravos. Mas, como escreve uma das historiadora [sic] mais destacadas do seu país, Jill Lepore, depois de 250 anos de escravatura sobreviveram mais 100 anos de supremacismo branco, a segunda época do necropoder» («Choque e pavor serão o futuro da política?», Francisco Louçã, «Revista E»/Expresso, 17.10.2020, p. 42).

 

[Texto 14 438]

Léxico: «geocilindro»

Coisas novas

 

      «Os geocilindros – sacos gigantes com areia – espalhados ao longo da costa de Viana do Castelo no âmbito do programa de proteção dunar primário da Polis Litoral Norte também pode chegar às barras dos tribunais» («Geocilindros da costa vianense também podem chegar a tribunal», Nuno Cerqueira, Diário do Minho, 5.12.2020).

 

[Texto 14 437]

Definição: «formol»

É o que logo me ocorre

 

     «A outra parte [do cérebro] é colocada em formol, líquido que desidrata e fixa o tecido, protegendo-o da decomposição [explica Ricardo Taipa, neurologista e coordenador executivo do Banco Português de Cérebros, que funciona no Hospital de Santo António, no Porto]» («Há um banco que guarda cérebros para investigação», Manuela Guerreiro, «Domingo»/Correio da Manhã, 6.12.2020, p. 27).

     É nisto que eu (e, estou seguro disso, a maioria das pessoas) penso quando deparo com a palavra formol ou formalina, mas veja-se a sua definição no dicionário da Porto Editora: «QUÍMICA solução aquosa de aldeído fórmico, muito usada como desinfectante; formalina». Já a definição do Oxford Dictionary é como se tivesse sido redigida por mim: «A colourless solution of formaldehyde in water, used chiefly as a preservative for biological specimens.»

 

[Texto 14 435]