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Linguagista

Definição: «brucelose»

Explicando melhor

 

      «A brucelose é uma doença transmitida por gado ou produtos de origem animal. Geralmente não é contagiosa entre humanos, mas pode causar febre, dor de cabeça ou nas articulações» («Cidade chinesa com mais de 10.500 infetados com brucelose após bactéria ‘escapar’ de laboratório», TSF, 4.12.2020, 7h30).

      Decerto, um dicionário geral da língua não é o Dr. Google, mas convém que uma definição, sem ser prolixa, seja o mais completa e abrangente possível. No dicionário da Porto Editora, é esta a definição de brucelose: «doença infecciosa comum aos bovinos, caprinos e suínos e por eles transmitida ao homem; febre-de-malta». Compare-se com estoutra do Collins: «an infectious disease of cattle, goats, dogs, and pigs, caused by bacteria of the genus Brucella and transmittable to humans (e. g. by drinking contaminated milk): symptoms include fever, chills, and severe headache».

 

[Texto 14 451]

Léxico: «chico-esperto»

Também adjectivo

 

      «Ljubomir e o seu grupo inorgânico representam-se apenas a eles próprios. E a maioria dos donos de restaurantes não se identificará sequer com tais empresários, alguns dos quais famosos por cozinharem acima das suas possibilidades. Mal se conheceram as suas vidas faustosas e práticas chico-espertas, a greve terminou com a muleta de Fernando Medina» («Um chef sem maneiras», Alfredo Leite, Correio da Manhã, 5.12.2020, p. 9).

 

[Texto 14 450]

Léxico: «banhada»

Não só isso

 

      «No dia acordado deslocavam-se armados, tendo realizado diversas ‘banhadas’ (roubo de droga e dinheiro) a outros traficantes. Chegaram, também, a não pagar a droga» («Carteirista e filhos geriam tráfico com mão de ferro», Miguel Curado, Correio da Manhã, 5.12.2020, p. 4).

      No dicionário da Porto Editora, está apenas a locução coloquial dar/levar uma banhada, «vender/comprar como se fosse droga uma substância que não o é».

 

[Texto 14 449]

Léxico: «exterminismo»

Quase extremismo

 

      «O que [Freud] não compreendeu, ou não quis verificar nesta experiência tremenda, eram tanto as raízes sociais deste comportamento quanto o seu desenvolvimento, ou como o exterminismo se adaptara» («Choque e pavor serão o futuro da política?», Francisco Louçã, «Revista E»/Expresso, 17.10.2020, p. 41).

 

[Texto 14 448]

Como se escreve por aí

Coisas que nunca mudam

 

      Nem daqui a trezentos anos deixarão de se ver estes erros: «Em declarações à TSF, Roque da Cunha sublinha que “numa situação em que nem sequer disponibilizaram vacinas da gripe” e quando os centros de saúde “estão sobre uma pressão imensa” e a precisar de acompanhar os doentes, “estamos a ser muito otimistas” ao afirmar que é possível vacinar “três, quatro ou nove milhões de pessoas”» («“Temo este desenrascanço nacional, não vai ser bom sinal para a vacinação”», Inês André Figueiredo com Gonçalo Teles, TSF, 6.12.2020, 23h07).

 

[Texto 14 446]

Definição: «guano»

De morcego

 

      Ainda bem que falas em bat guano, David. Exactamente: é a oportunidade para melhorar a definição de guano. Diz a Porto Editora: «adubo formado de substâncias orgânicas, sobretudo de excrementos das aves, abundante nas ilhas do Pacífico e na costa ocidental da América do Sul». Está bem, sobretudo, mas nada custa ampliar os exemplos. E não vende a empresa Jardins Sintra sacos de 500 g e de 1 quilo de fertilizante constituído inteiramente por guano de morcego, 100 % natural, ecológico e biológico? Ah, sim, e inodoro.

 

[Texto 14 445]