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Linguagista

Sobre Omã

Cansaram-se

 

      «O Omã tem cerca de cinco milhões de habitantes, mas quase 40% são estrangeiros. No total já morreram no país perto de 1.500 pessoas. Este postal é escrito por uma portuguesa que resistiu à tentação de abandonar o país onde vive há oito anos com o seu marido e filhos» («“Para muitos a pandemia significou o fim da sua história em Omã”», Maria João Trindade, 15.12.2020, 6h33).

      Omã não aceita artigo, tal como, entre outros, Chipre, erro com que deparamos com demasiada frequência, até em obras revistas. Sim, a população passa actualmente um pouco os 5 milhões, mas a Infopédia parou a contagem (a «contabilidade», diriam muitos jornalistas) logo ali pouco depois dos 2,5 milhões.

 

[Texto 14 487]

Léxico: «infantilizador»

Registe-se

 

      «O discurso poético vai apontando para um destinatário infantil, com referências à brincadeira, à antropomorfização de elementos naturais, a seres fantásticos, mas a sua construção nunca sucumbe ao simplismo infantilizador que tantas vezes assume os leitores mais novos como parcos em recursos interpretativos e em curiosidade» (recensão de Sara Figueiredo Costa da obra Poucas Letras, Tanto Mar, de João Pedro Mésseder, «Revista E»/Expresso, 28.03.2020, p. 65).

 

[Texto 14 485]

Desta vez, são os Fahrenkopfs

Ela também sabia

 

      «Os FAHRENKOPFS (fora de cena, enquanto o vento se levanta): Wolf...gaaang! Hilda!» (A Noite da Iguana, Tennessee Williams. Tradução de Idalina S. N. Pina Amaro. Colecção «Os livros das três abelhas». Lisboa: Publicações Europa-América, 1965, p. 70).

 

[Texto 14 484]

Desta vez, são os Monteiros

Ele sabe

 

      «Entre elas, encontrei algumas [obras] que tratavam da África e da Ásia, onde tinham vivido alguns amigos queridos lá de Casa, entre eles os Monteiros e os Teixeira Lopes, que falavam disso e me deixaram fundas saudades que conservo» («O racismo em Portugal na minha infância, sob o Estado Novo», Pedro Soares Martínez, O Diabo, 7.08.2020, p. 14).

      De quando em quando, é conveniente lembrar isto, apesar de tão elementar. Suponho que não é preciso ser-se catedrático para o ver.

 

[Texto 14 483]

Léxico: «prancheta»

Outros materiais, outros fins

 

      Cada um dos dois seguranças tinha uma prancheta de material plástico, onde — eu vi — estava afixada apenas uma folha em que iam anotando as matrículas dos carros. Infelizmente, as pranchetas da Porto Editora só servem para se desenhar: «peça rectangular de madeira ou cartão, própria para se desenhar sobre ela».

 

[Texto 14 482]

Léxico: «hessiano»

Um pedaço de História

 

      A espuma do dia... Isto já devia estar em todos os dicionários há décadas. Os auxiliares germânicos do século XVIII contratados para o serviço militar pelo exército britânico em diversos conflitos — em especial a Guerra da Independência dos Estados Unidos — eram os hessianos.

 

[Texto 14 480]

Léxico: «cimácio»

Entre muitos

 

      Não precisam de saber mais do que isto: era uma moradia, tinha um alpendre (porch) e uma coroa (crown). Ainda pensei que se pudesse traduzir de outra forma, mas concluí que não. No Dicionário de Inglês-Português da Porto Editora: «ARQUITETURA coroa, cimásio». Errado: é cimácio. A etimologia (que não é de cozinha) remete-nos para o latim cymatĭu-, que, por sua vez, veio do grego kymátion («pequena onda», «cornija», em forma de onda). Não há dicionários sem erros.

 

[Texto 14 479]