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Linguagista

Léxico: «edificabilidade»

Há décadas que a conheço

 

      «Defensor do modelo de cidade densa, Rui Moreira assume como estratégia política um masterplan que passa por um maior índice de edificabilidade (de 0,8 para 1,0), de forma a relançar a recuperação demográfica registada desde 2017, após décadas de debandada de residentes para a periferia» («O Porto será mais verde, azul e denso», Isabel Paulo, Expresso, 7.11.2020, p. 29).

      Quem é que, trabalhando numa qualquer câmara municipal, ainda nunca ouviu ou leu a palavra «edificabilidade»? Pois, ninguém. Tal como o termo «tuvenã», de que já aqui falei mais de uma vez. Pois não os encontramos no dicionário da Porto Editora.

 

[Texto 14 545]

Léxico: «pepino-melão»

De pepino, pouco

 

      Não conheces, Porto Editora. É um pepino-melão (Solanum muricatum). Sim, também fui eu que o fotografei. Cabe na mão — «como as maminhas de uma moça virgem», ia escrever, mas desisti, porque já o escreveu tal qual Germano de Almeida, porque os tempos não estão para estas alarvidades e porque, enfim, as moças são cada vez mais gorduchas. É um fruto redondo ou oval, com casca amarela ou esverdeada e listas irregulares castanhas ou violetas. Já quanto à polpa, é amarela, sumarenta e suave. É doce e sabe a uma mistura de melão e pêra. A parte central do fruto contém várias sementes planas, redondas e comestíveis. Também é conhecido como melão-andino, melão-dos-andes, melão-de-árvore, pêra-melão ou muricato. No Auchan, onde o vi, é vendido sob o nome de pepino-melão.

 

[Texto 14 544]