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Linguagista

«Incumbente»: PERIGO, NÃO USAR

Totalmente dispensável

 

      «Há outros seis candidatos: o incumbente Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e “Os Verdes”), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva (“Tino de Rans”, presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar)» («“Lábios negros, de luto.” Ventura responde ao movimento #VermelhoemBelém», TSF, 16.01.2021, 22h36).

      De quatro em quatro anos, pelo menos, a Lusa e as redacções de jornais, rádios e televisões tentam fazer-nos crer que «incumbente» nesta acepção é lidimamente português e que nos faz falta. Nada: nem é português nem faz falta. É um anglicismo semântico totalmente dispensável. Em suma? Não têm dicionários nem olhos na cara.

 

[Texto 14 578]

Léxico: «sobreinfecção»

Ainda a pandemia

 

      «Para o pediatra [José Guimarães], “a principal falha é a fronteira”. “Saber até quando é que a situação é simples, banal e só causada por vírus e quando é que já revela uma sobreinfecção bacteriana. Essa fronteira não é muito linear, exige bom senso, exige experiência e que as crianças sejam seguidas de forma regular pelo seu médico”, considerou» («Se tem filhos e lhes dá antibióticos esta notícia é para si», TVI24, 18.09.2015, 12h18).

 

[Texto 14 577]

Léxico: «porta-soro»

A maioria

 

     «Peguei no tubo que estava preso ao saco pendurado no porta-soros e encaminhei-me para ele.» Se estivesse num hospital equipado pela Porto Editora, só encontraria porta-seios — que não servem para o mesmo, como os meus leitores sabem. (A propósito, a maioria dos meus leitores são... leitoras, são mulheres. Talvez uma parte do crescente movimento #VermelhoemBelém.)

 

[Texto 14 576]

Léxico: «aljama»

Principal

 

      «Em outubro, antes ainda da conclusão dos peritos já a ministra da Cultura tinha determinado a conservação, musealização e integração dos achados arqueológicos no projeto de recuperação da Sé de Lisboa. Agora, surge o veredito técnico. A Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico (SPAA) do Conselho Nacional de Cultura (CNC) confirma, de forma unânime, que “não existe evidência de que tais vestígios correspondam à mesquita aljama de Lisboa”» («Vestígios islâmicos na Sé de Lisboa não são da antiga mesquita», Maria João Costa, Rádio Renascença, 14.01.2021, 11h53).

      Certíssimo, mas não o vamos encontrar nos nossos dicionários. Para quê, não é? «É habitual haver em centros urbanos de média dimensão uma mesquita aljama (ou principal) e várias pequenas mesquitas de bairro» (Elvas na Idade Média, Fernando Branco Correia. Lisboa: Edições Colibri-Cidheus, 2020, p. 72). Anda por aí à solta.

 

[Texto 14 575]