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Linguagista

Léxico: «rito congolês | rito romano»

Terminemos com religião

 

      É verdade, pronto. Em 1997, acompanhando a mudança de nome do país, o rito zairense passou a chamar-se rito congolês. Claro que se tem de descrever minimamente em que consiste — como se sabe, este rito caracteriza-se pelos cantos, as danças, os gritos espontâneos e alegres da assembleia celebrante —, ou de pouco servirá para quem consulta o dicionário para saber um pouco mais. E, a par de rito latino, não tens de registar igualmente rito romano, Porto Editora?

 

[Texto 14 594]

Léxico: «paleociência»

É preciso agir

 

      «Já Rosa Varela Gomes, que assina o seu parecer com o marido, ambos investigadores do Instituto de Arqueologia e Paleociências da Universidade Nova de Lisboa que estudam a ocupação islâmica em Portugal, não duvida de que as estruturas estão longe de pertencer à mesquita» («Há uma mesquita na Sé de Lisboa? O debate veio para ficar mas é preciso agir», João Pedro Pincha e Lucinda Canelas, Público, 16.01.2021, p. 49).

 

[Texto 14 592]

Léxico: «boxe»

É mais do que dizem

 

      «Para se ter uma ideia, o CHULN [Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte] tinha nas últimas 24 horas 201 internados com covid, 44 dos quais em unidades de cuidados intensivos (UCI). Face a tal pressão, alargou o seu plano de contingência covid. Será reforçada a capacidade de resposta da urgência covid com uma segunda estrutura junto à urgência central, com capacidade para cerca de 10 doentes. E os actuais “postos de atendimento/boxes/quartos da urgência autónoma” passarão de 33 para 51 durante a próxima semana» («Já há hospitais a falar em “cenário de catástrofe”», Alexandra Campos e Sónia Trigueirão, Público, 17.01.2021, p. 2). Não vejo esta acepção de boxe nos nossos dicionários.

 

[Texto 14 591]

Léxico: «peidorreiro»

Horrível, mas foi abençoado

 

      «Pujol era conhecido como Le Pétomane, o peidorreiro, e faleceu em 1945, pelo que Schidinski pode realmente ter chegado a encontrá-lo durante uma suposta passagem pelo Sul de França» (Uma Mentira Mil Vezes Repetida, Manuel Jorge Marmelo. Lisboa: Quetzal, 2011, p. 183).

      Fr. Domingos Vieira incluiu-o no seu dicionário; a Porto Editora excluiu-o do seu dicionário.

 

[Texto 14 590]