10
Fev 21

Léxico: «aipo-rábano»

Colabora nisto

 

      Porto Editora, onde diabo puseste o aipo-rábano (Apium graveolens var. rapaceum), que não o vejo em nenhum lado? É que o termo inglês correspondente anda por aí a ser traduzido de uma forma completamente ridícula. Podia dizer o nome das criaturas, mas não merecem sequer isso. (Sim, e não devo fazê-lo. Não são pruridos nem receio: chama-se ética. Talvez já tenham ouvido falar.)

 

[Texto 14 676]

Helder Guégués às 09:30 | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «varejador | varejadora»

Podes vê-los no OLX

 

      «Contratou oito homens – indianos que trabalham na agricultura portuguesa – para a época da apanha. Arrancou, como manda a velha tradição, no Dia de Todos os Santos, e já está prestes a acabar. “Aqui há muito pouca mão de obra”, queixa-se. Usam varejadores para fazer tombar a azeitona nas redes estendidas no chão, que depois são arrastadas para encher caixas e caixas» («Azeite: O fio de ouro que enche as mesas de sabor», Catarina Silva, Notícias Magazine, 25.12.2020). Varejador ou (como prefiro sempre nestes casos) varejadora. Não é, portanto, apenas «que ou aquele que vareja ou faz varejo».

 

[Texto 14 675]

Helder Guégués às 09:00 | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «gastrobar»

Já há por aí alguns

 

      «Mas nos meses de interregno não esteve parada. Pegou na equipa e apostou no delivery e take away. Diz que aprendeu muito, que ouviu de perto os clientes e que estes lhe deram o alento para continuar. Tanto que não vai ficar por aqui, mesmo colado ao seu novo gastrobar vai nascer o Marlene, um restaurante de alta cozinha onde a cozinha, aberta e localizada no meio do restaurante, será o palco» («“É o meu maior desafio”. Marlene Vieira abre restaurante em tempos de pandemia», Filipe Gil, Diário de Notícias, 30.07.2020, 00h08, itálicos meus).

 

[Texto 14 674]

Helder Guégués às 08:30 | ver comentários (1) | favorito
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10
Fev 21

Léxico: «hemipénis»

Não metade, mas dois

 

      «O macho Brookesia nana é o menor réptil adulto do mundo e mede apenas 13,5 milímetros da boca à base da cauda, o tamanho de um amendoim, e 22,5 milímetros contando a cauda. “Descobrimo-lo nas montanhas do norte de Madagáscar”, disse à AFP Frank Glaw, diretor de Herpetologia da Coleção de Zoologia de Munique. [...] O hemipénis (órgão sexual) do Brookesia nana é muito grande em proporção ao seu tamanho. Mede 2,5 milímetros, ou seja, 18,5% do comprimento do animal» («Menor réptil do mundo cabe na ponta de um dedo», Diário de Notícias, 6.02.2021, 22h42).

      Não tens hemipénis, Porto Editora. De hemipatia saltas logo para hemipirâmide.

 

[Texto 14 673]

Helder Guégués às 08:00 | ver comentários (1) | favorito
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