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Linguagista

Léxico: «arqueossítio | altimedieval»

Também no Porto

 

      Porto Editora, já percebi que não conheces o Arqueossítio da Rua D. Hugo, n.º 5, aí no Porto. «Em apenas três metros de profundidade, foram ali detetadas 20 camadas arqueológicas, integrando ruínas arquitetónicas e espólios dos séculos IV-III a. C. até à atualidade. A intervenção arqueológica realizada no local em 1984-87 foi fundamental para o conhecimento da história da cidade ao identificar, pela primeira vez, vestígios do castro proto-histórico e da urbe romana (Cale) que lhe sucedeu, bem como dos períodos suevo-visigótico e altimedieval, quando a antiga civitas (Portucale) foi elevada a diocese», diz a Câmara Municipal do Porto.

 

[Texto 14 704]

Léxico: «oleologia | oleólogo»

Chegou a vez destes dois

 

      «“O mercado internacional começa a valorizar”, diz Ana Carrilho, oleóloga do Esporão, defendendo, contudo, que ainda há muito trabalho a fazer dentro de portas: “Ainda vejo muita gente perdida nas prateleiras do supermercado”» («Numa mesa portuguesa fica sempre bem um bom azeite», Filipa Teixeira, Sábado, 15.02.2021).

      Em 2017, azeitologia e azeitólogo foram dicionarizados, por sugestão minha, pela Porto Editora. É agora a vez do par oleologia/oleólogo, sendo que este último se vê até em ofertas de emprego.

 

[Texto 14 703]

Léxico: «neurotecnologia | neurotecnológico»

Do futuro e do presente

 

      Será na quinta-feira, às 23h05 na RTP2, que passa. «Documentário [O Futuro da Mente] realizado por Ruth Chao coloca questões sobre o futuro da nossa consciência e dos nossos cérebros a partir dos avanços da neurotecnologia. Dará para pôr uma mente humana num computador, e atingir a imortalidade?» («Guia dos ecrãs», Público, 15.02.2021, p. 32).

 

[Texto 14 702]

Léxico: «dardanário | atravessador»

Ou lamentar

 

      «Vejam lá se são mineiros ou trabalhadores desta cava os ministros de mãos não limpas, os simoníacos por via da língua, da mão ou do obséquio, os assassinos que sustentam a vida de tirar vidas, os dardanários ou atravessadores para venderem mais caro, os tratantes que usam de peso e peso, isto é, um grande para comprar e outro pequeno para vender» (Nova Floresta, Manuel Bernardes. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1942, p. 226).

      Tudo destinado a desaparecer. Quanto a dardanário (monopolizador, atravessador, açambarcador), já era; atravessador aparece no dicionário da Porto Editora como termo do Brasil.

 

[Texto 14 700]