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Linguagista

Plural: «cão-guia»

Não me perguntem

 

      «É um museu que se faz pela comunidade local, com dinossauros e estátuas romanas, no meio da malha urbana da Batalha. Talvez a sua grande obra (que lhe tem valido vários prémios) seja a acessibilidade que pôs em todos os corredores, vitrines e legendas. Até a casa de banho tem um espaço dedicado aos cães-guias. [...] Há trilhos no chão, setas direccionais gravadas no piso para encaminhar quem se guia com a ajuda de uma bengala. Ali, até as casas de banho têm um bebedouro para os cães-guia que acompanham os visitantes do museu» («A Batalha é muito mais do que o seu mosteiro», Cristiana Faria Moreira, «Ípsilon»/Público, 7.09.2018, 6h18).

      Na segunda-feira, perguntaram-me (já que não perguntam: foi um professor de Português) qual o plural de cão-guia. Ora, esta é a prova mais cabal de que é informação que falta em alguns dos nossos dicionários. Como no da Porto Editora.

 

[Texto 14 764]

Léxico: «hiperinflamação | hiperinflamatório»

Pois se se usam

 

      «Isto é, no caso do SARS-CoV-2 (o vírus que provoca a infeção Covid-19) “há uma produção exagerada de uma série de moléculas” e “esta produção de grandes quantidades vai contribuir para um fenómeno que se chama de tempestade de citocinas e aquilo que, teoricamente, seria protetor acaba por ser um quadro hiperinflamatório, que contribui para a lesão e para a patologia” [esclarece Ricardo Silvestre, investigador do Instituto de Ciências da Vida e da Saúde, da Universidade do Minho]» («Medir regularmente a quantidade da molécula IL-6 ajuda a antecipar e combater a Covid-19», Cristina Lai Men e Sara Beatriz Monteiro, TSF, 26.02.2021, 8h54).

 

[Texto 14 763]

Léxico: «biespecífico»

As palavras da ciência

 

      «Os anticorpos biespecíficos que se unem simultaneamente aos antígenos tumorais e às células T eliminaram células cancerígenas sem danificar as células saudáveis, explicitam várias investigações» («Investigações indicam sucesso de anticorpos biespecíficos no tratamento do cancro», TSF, 2.03.2021, 8h30).

 

[Texto 14 762]

Definição: «rudistas»

Incomparavelmente melhor

 

      «Os rudistas eram bivalves marinhos de tamanho e morfologia variada que existiram desde o Jurássico Superior até ao final do Cretácico da Era Mesozoica (durante cerca de 97 milhões de anos). O seu conteúdo fossilífero imprime um padrão único na rocha, conhecida como lioz, contribuindo para a sua aplicação decorativa. O padrão pode ser “associado a formas curiosas, como ‘rodelas de ananás’ ou ‘ovos-estrelados’, mais fácil de memorizar”, explica o professor [Carlos Marques da Silva, paleontólogo, professor e investigador na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa]» («“Azulejos de rudistas”: quando os fósseis inspiraram a arte nas paredes de Lisboa», Diogo Soares, Público, 28.02.2021, 19h06).

      Bem pode a Porto Editora vir aqui buscar inspiração e informação para a sua definição de rudistas: «PALEONTOLOGIA grupo de lamelibrânquios fósseis, essencialmente do Cretácico, caracterizados por conchas muito desenvolvidas e ásperas».

 

[Texto 14 761]

Léxico: «descanso»

Ficou esquecido

 

      Não sei quê e tal, «mas a Mãe tinha premido o descanso antes que ele pudesse concluir a chamada». Sim, em inglês — era uma tradução — é cradle. Dos telefones antigos, desses que dentro em pouco só em museus. Onde tens este descanso, Porto Editora? Em lado nenhum.

 

[Texto 14 760]