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Linguagista

Léxico: «arrabi | arrabiado»

Nem metade

 

      «O arrabiado-mor do reino era ocupado por um judeu saído de entre as famílias mais ricas e prestigiadas das comunas. Confirmava os rabis-menores eleitos pelas comunas, despachando os feitos judaicos através duma bem organizada audiência» (Nova História de Portugal: Portugal em definição de fronteiras (1096-1325), Joel Serrão, ‎António Henrique R. de Oliveira Marques. Lisboa: Editorial Presença, 1987, p. 366).

      Claro que nos dicionários também falta arrabi-mor, arrabiado-mor, rabi-mor e rabi-menor. Não é nada. E depois o léxico da língua inglesa é que é vasto.

 

[Texto 14 789]

Léxico: «meio-dinheiro»

Como também cá

 

      «—Temos aqui muitos euros — começou Riley —, libras inglesas e irlandesas, liras, dracmas, ienes, ducados, francos suíços e franceses, moedas americanas e canadianas, meios-dinheiros, e... ah, antigos pesos espanhóis!» (Estrelas da Fortuna, Nora Roberts. Tradução de Isabel C. Penteado. Porto Salvo: Chá das Cinco, 2020, p. 49).

      Sim, meio-dinheiro. Aliás, e à nossa mealha não se dava também o nome de meio-dinheiro?

 

[Texto 14 788]

Léxico: «coloniense»

Desaparecido dos dicionários

 

      «Na capital espanhola, não se desconhecia a extraordinária capacidade de infiltração, adaptação e invenção econômica dos portuguêses e que, por conseqüência, mais tarde ou mais cedo, por fas ou por nefas, pelo comércio lícito ou pelo contrabando, os colonienses haviam de afetar gravemente o rígido sistema do Estado vizinho» (Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madrid, Parte I, Tomo I, Jaime Cortesão. Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores/Instituto Rio-Branco, s/d, p. 173).

 

[Texto 14 787]

Ortografia: «arco-de-cupido | tendão-de-aquiles»

Expliquem lá isso

 

      Não me faças rir, Porto Editora. Então é maçã-de-adão, cova-do-ladrão e monte-de-vénus, mas arco de Cupido e tendão de Aquiles? Não, não e não. O tradutor escreveu, e vou manter, assim: «O sangue acumulara-se-lhe no arco-de-cupido.» Precisávamos de uma pequena reforma ortográfica — impuseram-nos um acordo ortográfico que ninguém pediu nem serve a ninguém. Nunca me submeterei. Não posso é dizer, como o tal hipócrita, que mudo de profissão para não ter de obedecer.

 

[Texto 14 786]