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Linguagista

Léxico: «genesim»

Duas coisas

 

      «Ao lado da sinagoga funciona o genesim, onde os judeus, que se dedicam somente ao estudo, comentam o Pentateuco. É célebre o genesim de Chaves» (Os Judeus em Portugal no Século XIV, Maria José Pimenta Ferro Tavares. Lisboa: Guimarães Editores, 1979, p. 34).

      Ao direito de os judeus ministrarem estas aulas também se dava o nome de genesim. Apontem aí, senhores lexicógrafos.

 

[Texto 14 794]

Léxico: «ponentino»

Como vão saber?

 

      Outro termo antigo que devia regressar a todos os dicionários é ponentino, o homem das regiões do Poente, que lemos — eu li —, por exemplo, no Itinerário da Terra Santa e suas Particularidades, de Fr. Pantaleão de Aveiro. Se está fora dos dicionários, como vai o leitor saber ao certo o que significa? Se a maioria dos falantes já têm dúvidas em relação ao óbvio, quanto mais isto.

 

[Texto 14 793]

Léxico: «marranismo»

Blasfémia!

 

      «Durante os nove meses que aí passou, teria sido iniciada nas doutrinas e ritos do marranismo por raparigas cristãs-novas da vizinhança» (Confraria de S. Diogo: judeus secretos na Coimbra do séc. XVII, João Manuel Andrade. Lisboa: Nova Arrancada, 1999, p. 230). «Queria pesquisar marianismo?», pergunta a Porto Editora. Blasfémia!

 

[Texto 14 792]

Léxico: «sabataísmo | sabataísta»

Também ficou de fora

 

      «Desse modo, a teologia sabataísta, sobretudo pela reflexão militante de Natan de Gaza e do sefardita Abraão Miguel Cardoso, esforçou-se por tornar biblicamente aceitável a actuação paradoxal do Messias Sabbatai Zevi, isto é, a sua audácia de não recuar perante a ideia da instauração do reino messiânico pelo pecado. [...] Não apontará afinal o sabataísmo para uma desvalorização dos elementos diferenciadores das várias tradições religiosas, nomeadamente do judaísmo, cristianismo e islamismo» (Percursos do Oitocentismo Português, Luís Machado de Abreu. Aveiro: Universidade de Aveiro, ​1998, p. 95).

 

[Texto 14 791]

Léxico: «pousadoria»

Só conhecem a pousadeira

 

      Não existe uma carta de privilégios de D. Fernando, datada de 17 de Julho de 1371, em que o monarca isenta os judeus de Lisboa da obrigatoriedade de darem pousadoria, ou seja, albergue ou hospedagem? Então, registe-se, como termo antigo, pousadoria, ou o pobre falante ficará com dúvidas.

 

[Texto 14 790]