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Linguagista

Léxico: «estenopo | cafenol | albumina»

Lá na oficina

 

      O que se passou na oficina de fotografia estenopeica, é isso que queriam saber? Então, comecei por comprovar, na véspera, que só tinha conseguido levar o adjectivo estenopeico para o dicionário da Porto Editora no dia 18 de Fevereiro de 2019, já os Chineses deviam andar azafamados a ensaiar o último, e até à data mais eficaz, coronavírus. Já na acção de formação, vi que não tínhamos todas as palavras necessárias. Onde está, Porto Editora, o estenopo, o orificiozinho que tive de abrir com um alfinete num pedaço de uma embalagem de comida para gato? Pois, não a tens. A meio da manhã, vimos que não tinhas a albumina usada em fotografia. Falámos dela quando nos mostraram a «albumina de Alexander Gardner, Lewis Payne, um dos conspiradores do assassinato de Lincoln antes da sua execução, 1865», retirado da obra A History of Photography, Taschen, 1999. Como havia mais albuminas, acho que só nos mostraram esta para testemunharem o nosso assombro: é como se a imagem (truncada, sem as algemas) de Lewis Payne tivesse sido tirada em 2021. Depois do almoço, falámos sobre que revelador se ia usar. Optou-se por cafenol: misturámos café instantâneo (12 g), carbonato de sódio (16,2 g) e ácido ascórbico (4,8 g) para obter 300 ml de cafenol. E já está.

 

[Texto 15 245]

Meter/pôr gasolina

Sigamos os melhores

 

      Se querem saber, prefiro assim: «Ao clarear de certa manhã, encontrei aqui na Régua, à porta de uma garagem, o professor Alfredo de Magalhães. Vi-lhe a cabeça de leão à janela de um carro ali parado para meter gasolina ou reparar avaria» (Ecos do País, João de Araújo Correia. Régua: Imprensa do Douro, 1969, p. 290).

 

[Texto 15 244]