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Linguagista

Léxico: «peixinho-de-prata»

Só tens o Lepisma saccharina

 

      «Ao pseudo-escorpião gigante do Algarve (Titanobochina magna) seguiu-se o peixinho-de-prata (Squamatinia algharbica, primo afastado da traça dos livros), cego e de cor amarelada. Nem sinal de estruturas oculares se observa. As antenas de que dispõe, para compensar a falta de visão, alongaram-se para o dobro do tamanho do animal. Porém, os tentáculos, cheios de pêlos, funcionam como sensores: “Conseguem sentir as deslocações e vibrações do ar”» («Pseudo-escorpião gigante do Algarve, um ícone da biodiversidade subterrânea em Portugal», Idálio Revez, Público, 25.06.2021, 7h10).

 

[Texto 15 279]

Léxico: «garum»

Sempre ao contrário

 

       Na emissão do dia 16 deste mês do Portugal em Directo, na Antena 1, ouvi uma pequena reportagem sobre a recriação da produção de garum, no meio das ruínas romanas de Tróia. A começar na repórter Paula Verán, ninguém usou a palavra aportuguesada, garo, foi sempre e somente — onze vezes, proferida por cinco pessoas diferentes — garum. Também se usou o termo cetária. Logo, é como eu afirmei: ainda que o dicionário da Porto Editora deva, obviamente, registar garo, não pode deixar de acolher o termo latino garum. Afinal, como é que o falante menos preparado (a maioria, claro) ouvindo «garum» vai procurar «garo», não me explicam? Mais: até num texto de apoio da Infopédia podemos ler o termo latino.

 

[Texto 15 277]

Léxico: «táxi-mar»

Primeira vez

 

      Avistado pela primeira vez: «O monumento que se avista no meio do mar, à saída da foz do rio Minho, está abandonado, mas foi habitado por duas famílias, enquanto teve faroleiro. Um dos últimos habitantes é o pescador João Paulo Porto de 59 anos, que atualmente trabalha num táxi-mar a transportar peregrinos de Caminha para a Galiza e visitantes para aquele ilhéu que considera ser a sua “casa”» («O forte da Ínsua é a casa de “Cartucho” no meio do mar», Ana Peixoto Fernandes, TSF, 28.06.2021, 9h27).

 

[Texto 15 275]

Léxico: «elefante-da-savana»

O outro nome

 

      «O ponto de partida deste estudo era precisamente entender melhor como é que os elefantes estão a usar o espaço adequado para a sua espécie e o que está na origem da sua actual distribuição geográfica pelo continente africano. Foi com dados obtidos através de receptores de GPS, entre 1998 e 2013, em 229 elefantes-da-savana (Loxodonta africana) e elefantes-da-floresta (Loxodonta cyclotis) — as duas espécies de elefantes africanos — que a equipa de investigadores conseguiu estudar estes factores» («Devido à pressão humana, os elefantes africanos só ocupam 17% do seu habitat», Ana Francisca Gomes, Público, 15.06.2021, p. 31). É a outra designação do elefante-africano, única que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista.

 

[Texto 15 273]