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Linguagista

Léxico: «corta-massa»

Não o tens...

 

       «Use um corta-massas redondo e frisado para cortar (usando só metade do corta-massas) para que fique em formato de meia-lua e reserve» («Rissóis de berbigão», João Rodrigues, «Revista E»/Expresso, 7.03.2020, p. 90).

      Exactamente, Porto Editora, também se lhe dá o nome de carretilha, que registas, mas esqueceste-te do corta-massa, que está num bilingue, coupe-pâte. Para isto ainda não há algoritmo nem software à altura.

 

[Texto 15 339]

Léxico: «hormonodependente»

Vamos guardá-lo

 

      «“O cancro da mama mais frequente, o hormonodependente, caracterizado pela presença do recetor de estrogénio e/ou de progesterona; o HER2, caracterizado pela presença do recetor para o fator de crescimento epidérmico tipo 2, e o triplo negativo, assim chamado exatamente por não ser positivo para nenhum desses marcadores já conhecidos”, sintetiza Fátima Cardoso, médica oncologista, investigadora, diretora da Unidade da Mama do Centro Clínico Champalimaud, Lisboa» («Biomarcadores: o futuro da medicina», Sofia Teixeira, Notícias Magazine, 13.06.2021, p. 28).

 

[Texto 15 338]

Tradução: «cargo pants»

Mais necessário do que outros

 

      Comprei umas calças cargo verde-tropa. Mentira. Mas já tive umas amarelo-areia, quando comprei o meu primeiro telemóvel, o que dava jeito. Não, o problema é a tradução, não as calças nem a cor. Aqui uma tradutora verteu «a pair of cargo pants» por «calças com bolsos nos lados». Já deparei com outras traduções, e entre elas — «calças cargo». Mais desnecessário é o vocábulo jeans, e estou sempre a vê-lo em traduções.

 

[Texto 15 337]

Léxico: «marengo»

Oh, por nada

 

      «De ouro, no sentido literal da expressão; quando nas bolsinhas de malha de prata tiniam louros marengos, luíses, napoleões, e soberanas libras esterlinas; tempos que hoje parecem fabulosos, e que não voltarão nunca, nunca mais!» (Memórias, Carlos Magalhães de Azeredo. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2003, p. 42).

      Então porque é que nos nossos dicionários só temos os luíses e os napoleões? O marengo era uma moeda de ouro («os louros marengos») que valia 20 francos, cunhada em Turim depois da Batalha de Marengo (14 de Junho de 1800), vencida por Napoleão contra os Austríacos.

 

[Texto 15 336]