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Linguagista

Mais uma vez: «garum»

Exemplos não faltam

 

      «A descoberta aconteceu a 98 metros de profundidade nas águas das ilhas Égadas, junto à cidade costeira de Trapani, no extremo ocidental da Sicília, segundo os media locais, citados pela agência espanhola EFE. [...] Mais de 1.500 anos após o naufrágio, a embarcação romana guarda numerosas ânforas do tipo Almagro 51C (produzidas em Portugal), usadas frequentemente para o comércio de “garum”, um molho de peixe fermentado de origem ibérica muito apreciado em todo o império. [...] No final de julho foi também encontrada uma embarcação romanda data do século II a. C., que naufragou junto a Isola de Femmine, frente à cidade de Palermo, que continha ânforas presumivelmente usadas para o transporte de vinho» («Ânforas portuguesas descobertas no mar da Sicília», Rádio Renascença, 9.08.2021, 18h05).

      Manter a coerência até ao fim é que eles não são capazes. Se lhes saiu, e bem, ilhas Égadas, e até podia ter corrido mal, lá borraram a pintura com a Isola de Femmine. Então não é Ilha das Mulheres? Quanto a garum, pois bem, é a demonstração reiterada de que a Porto Editora andou mal quando eliminou a única ocorrência da palavra num texto de apoio da Infopédia, recusando dicionarizá-la. Dá-se o caso, porém, de só se encontrar a palavra latina na imprensa, nunca a portuguesa garo.

 

[Texto 15 401]