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Linguagista

Definição: «nógado»

Têm de estar ambos definidos

 

      «À base de farinha, ovos, azeite, canela e casca de limão, este doce pode ser apresentado em pequenas formas geométricas de massa frita, ligada com bastante mel. E, ao contrário do que se pensa, até atendendo à sua aparência, este doce típico do Vimieiro, no concelho de Arraiolos, não leva nem pinhões, nem nozes. [...] A origem deste doce é atribuída ao Real Convento das Servas de Borba, embora seja uma receita muito divulgada em todo o Alentejo. Além de Vimieiro, surge com maior frequência nas zonas de Elvas, Estremoz e Portalegre, aparecendo, inclusive, num livro de receitas do princípio do século, como receita denominada “Nógados do Alentejo”. Uma tradição, confirma-se, que varia de acordo com as diferentes zonas do Alentejo, mudando igualmente a sua sazonalidade, sendo que nuns locais é típico do Carnaval, noutros faz-se por altura do Natal ou até por ocasião da celebração do dia de S. João» («“Nógado” do Vimeiro quer ser marca nacional», Rosário Silva, Rádio Renascença, 5.08.2021, 10h35).

      Não é a primeira vez que o digo: o nógado (até determinada altura, só como esdrúxula a conhecia) é o que se diz no excerto deste artigo, e não o que se lê na definição da Porto Editora: «guloseima feita com nozes, amêndoas ou pinhões, misturados com caramelo ou mel; nogado». Melhor: existem ambos, pelo que ambos têm de ser dicionarizados.

 

[Texto 15 403]