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Linguagista

Léxico: «neurocognição | neurocognitivo»

Por dicionarizar?!

 

      «Se o conceito de deficiência parece relativamente fácil de entender — e de contestar, por vezes — o de “neurodiverso” abarca desordens muito variadas, desde aquelas que se encontram nalgum ponto do espectro do autismo até à dislexia, a hiperatividade e os défices de atenção. Em suma, tudo o que não corresponda [a] padrões de funcionamento neurocognitivo comummente tidos como normais» («Mercado começa a reconhecer e integrar os artistas “neurodiversos”», Luís M. Faria, Expresso, 12.08.2021, 21h50).

 

[Texto 15 543]

Léxico: «verme-de-fogo»

Vou estar atento

 

      Vou estar atento, mas aqui na minha sala só aparece o meu cartuxo. Lá de vez em quando, também um lepisma. «Parece uma lagarta, mas pode causar irritação na pele se for tocada. Hermodice carunculata é o seu nome científico e o NEMA, o projeto Novas Espécies Marinhas do Algarve criado pela Universidade do Algarve há cerca de dois anos, pede a quem vir o verme de fogo para o fotografar e enviar os dados» («Verme de fogo no Algarve: a lagarta marinha que provoca irritação e queimaduras na pele», Maria Augusta Casaca, TSF, 9.08.2021, 14h35).

 

[Texto 15 541]

Léxico: «estanol | coprostanol | estigmastanol»

Não admira

 

      «Também citado no comunicado, Timothy Shanahang, investigador da Universidade do Texas (Estados Unidos da América), esclarece que os intestinos dos mamíferos produzem “em abundância esteróis e estanóis fecais que são bem preservados nos sedimentos lacustres e são um indicador único e inequívoco da presença de grandes mamíferos em determinados períodos do passado”. [...] Já Santiago Giralt, um dos principais autores do artigo, acrescenta que, devido à posição geográfica, as ilhas dos Açores “não eram habitadas por grandes mamíferos” e que o aparecimento do “coprostanol nos sedimentos pode ser atribuído à presença de humanos e do estigmastanol aos ruminantes, como vacas, cabras ou ovelhas”» («Detetada presença humana nos Açores 700 anos antes da chegada dos portugueses», Eduardo Costa, SIC Notícias, 6.10.2021, 12h48).

      Não admira tanta falta de conhecimento e de precisão no uso dos conceitos — as palavras nem sequer são dicionarizadas.

 

[Texto 15 540]

Léxico: «boca-negra»

Não é o primata

 

      «A carne domina na gastronomia da Terceira. Os prados onde os animais pastam deixam isso evidente, e ainda mais a tradição taurina sobressai quando se entra em Angra e uma escultura de touros anuncia que na cidade até praça para touradas existe. Mas como o oceano é realidade óbvia de qualquer ilha, partir da Terceira sem degustar um boca-negra na grelha não é opção. Daí a localização estratégica do Sabores do Atlântico, já na zona da Praia da Vitória, não longe do aeroporto, que usa a pista da célebre Base das Lajes. Há mais peixe para escolher, do cherne ao atum, mas a carne branca saborosa do boca-negra vale mesmo a pena se alguém quiser experimentar um peixe típico das águas açorianas» («Da alcatra ao boca-negra, passando pelos bifes e as lapas, quatro restaurantes para descobrir sabores da Terceira», Leonídio Paulo Ferreira, Diário de Notícias, 28.07.2021, 7h00).

 

[Texto 15 539]