Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Linguagista

Léxico: «maiusculação | minusculação»

Isso e o contrário

 

      «Se retirarmos a maiusculação dos intervenientes, apercebemo-nos que, de facto, não se trata de personagens, nem sequer de tipos, mas de categorias paradigmáticas: “Todo o mundo é mentiroso e ninguém diz a verdade”» (Literatura Portuguesa Clássica, Vol. 1, Maria Leonor Carvalhão Buescu. Lisboa: Universidade Aberta, 1992, p. 64).

 

[Texto 15 643]

Léxico: «cauda-de-andorinha»

Claro que existe

 

      «Outros processos de ligação e encaixe também muito utilizados são: o sistema de cavilhas, que tende a ser cada vez mais utilizado, pois evita desperdícios de madeira consideráveis, e o sistema de manchete ou cauda-de-andorinha (processo muito utilizado para as ligações das gavetas)» (Manual Técnico do Carpinteiro e do Marceneiro, M. Santos Correia. Lisboa: Editora Portuguesa de Livros Técnicos e Científicos, 1986, p. 181).

 

[Texto 15 642]

Captura de ecrã 2021-11-04, às 16.12.43.png

 

Léxico: «repentismo»

Improvvisazione

 

      Apenas num bilingue não serve de grande coisa. «A glória de Bocage é filha, em grande parte, do repentismo do seu estro e da irreverente vivacidade do seu génio satírico» (História da Poesia Portuguesa: das origens aos nossos dias, acompanhada de uma antologia, Vol. 2, João Gaspar Simões. Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1955, p. 120).

 

[Texto 15 641]

Léxico: «reserva»

Pensem neles

 

      «Olho desconfiada para o ponteiro da gasolina. Quase na reserva» (Adopta-me, Maria João Lopo de Carvalho. Lisboa: Oficina do Livro, ​2004, p. 21). Também não se percebe porque não está esta reserva em todos os dicionários. Só é claro para nós, não para uma criança nem para o aprendente estrangeiro da língua portuguesa. Pensem neles.

 

[Texto 15 640]

Léxico: «distresse»

Ouvida ontem

 

      Na emissão de ontem do programa O Amor É..., o Prof. Machado Vaz usou a palavra distresse, que se pode ler em inúmeros textos académicos e até em revistas. Mais uma que os falantes não encontrarão nos dicionários.

 

[Texto 15 639]

Léxico: «cafrealizar | cafrealização»

Há décadas

 

      «Ou seja: ao contrário de algumas elites de Cascais, não se importa nada que a vila seja frequentada por pobres vindos do interior do concelho ou mesmo de outros concelhos, por exemplo da zona suburbana de Lisboa. Há quem fale até em “cafrealização” de Cascais...» («“O que digo é: deixem o Pedro Passos Coelho em paz!”», João Pedro Henriques, Diário de Notícias, 8.08.2021, p. 9). «Tu chamas-lhe cafrealizar-se, outros se te apanhassem esta preta chamar-lhe-iam um figo» (Herói Derradeiro, Joaquim Paço d’Arcos. Barcelos: Companhia Editora do Minho, 1933, p. 208).

 

[Texto 15 638]

Léxico: «normopatia»

Uma coisa triste

 

      «Médica psiquiatra, mulher de causas, pragmática, ou “polarizante”, como descreve a filha, Rita Cavagliá. A palavra normal faz comichões a Ana Matos Pires, a mulher que ergueu o serviço de psiquiatria em Beja e que tem hoje a missão de verificar a aplicação dos fundos do PRR para a saúde mental: “é agora ou nunca”, que o Plano Nacional pode sair do papel para a vida das pessoas, acredita Ana Matos Pires, a médica que podia ter sido jornalista» («A “normopatia” é uma coisa muito triste», Teresa Dias Mendes, TSF, 3.11.2021, 12h08).

 

[Texto 15 637]