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Linguagista

Léxico: «lamelo»

Tão simples e tão úteis

 

      Parece uma bolacha, não é? Um tanto deslavada, talvez de água e sal. Não é, mas em inglês diz-se biscuit joiner. Entre nós, em várias lojas, encontramo-las com a designação de lamelo, derivação imprópria de Lamello, o nome comercial que o inventor, o suíço Hermann Steiner (1913-2005), corria o ano de 1956, deu a este sistema de uniões de madeira (pastillas ensambladoras, diz-se para lá de Badajoz). Ainda hoje a empresa Lamello existe. Nos dicionários, nada.

 

[Texto 15 661]

lamelo.png

Léxico: «diamante de sangue»

Guardemo-lo

 

      Imagino que um dia terão de ir para os dicionários. «Os pormenores foram-se conhecendo durante o dia. Os militares suspeitos integraram as forças nacionais destacadas na RCA, no âmbito da missão das Nações Unidas no país (MINUSCA). Quando regressavam a Portugal traziam escondidos diamantes de sangue (de venda proibida, por terem origem num país em conflito), ouro e também droga, aproveitando a ausência de controlo alfandegário das aeronaves militares, que foi entretanto reforçado. Os produtos traficados eram depois vendidos em Antuérpia e Bruxelas, dois conhecidos mercados de diamantes» («A desonra é para sempre», Raquel Moleiro, Expresso Curto, 9.11.2021).

 

[Texto 15 660]

Léxico: «secretoma»

Algo novo

 

      «Nos últimos dois anos, os investigadores do grupo “Cancer Metastasis” do i3S [Instituto de Investigação e Inovação em Saúde], tem-se debruçado na análise do secretoma (tudo o que é libertado pelas células para o sangue) das células tumorais para identificar, de forma precoce, “doentes com maior probabilidade de desenvolverem cancro de mama metastático”» («Universidade do Porto vai criar ferramenta capaz de prever risco de doentes com cancro da mama», Rádio Renascença, 8.10.2021, 11h50).

 

[Texto 15 658]