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Linguagista

Léxico: «rameiro»

Quase no osso

 

      Dantes havia — mas, obviamente, já não te lembras disso, Porto Editora — rameiros, que eram indivíduos que compravam ou arrematavam os ramos das árvores. De onde me caiu esta? De uma conversa entre dois velhotes ouvida ontem à tarde. Um deles dizia que o avô, que era da Sertã, tinha sido rameiro. Da avó não disse nada. Convém andar sempre de ouvido atento.

 

[Texto 15 666]

Léxico: «celtismo»

Isso é só metade

 

      Carolina Michaëlis de Vasconcellos afirmou que o único celtismo exclusivamente português é tona. Não vamos agora tentar estabelecer definitivamente se é assim ou não. Certo é que pelo menos esta acepção de celtismo te falta, Porto Editora. E mais outra, porque são quatro as que acolhe, e bem, o Michaelis.

 

[Texto 15 665]

Léxico: «aranha-violinista | aranha-reclusa-castanha»

Quase letal

 

      «De acordo com a Sky News, Miller foi picado por uma Loxosceles reclusa, também conhecida como aranha-violinista ou aranha-marrom-reclusa, e corre o perigo de ter de ser amputado. O operador de iluminação foi hospitalizado e já terá sido operado várias vezes ao braço. Os médicos estão a tentar impedir que a infeção se alastre e que obrigue à amputação do braço» («A maldição de “Rust”. Depois do caso Baldwin, mais uma tragédia», Diário de Notícias, 8.11.2021, 11h02, itálicos meus).

 

[Texto 15 664]

Léxico: «gibeonita | Gibeonitas»

Várias razões

 

      Estamos em 2021 e continuam a publicar-se textos de diversa natureza em que se fala dos Gibeonitas, os habitantes da cidade de Gibeão ou Gibeom. Dos dicionários, porém, já foram varridos como inutilidade que apenas estorva. «Queria pesquisar gabaonita, pigeonita?» Vá lá, os Heveus ainda se mantêm. É que, parecendo que não, a palavra ouve-se nos púlpitos, usa-se em textos, está na Bíblia.

 

[Texto 15 663]

Definição: «jaleca»

O que se deve mencionar

 

      «Restavam-lhe dois anos de contrato do espaço que albergava o restaurante com estrela Michelin, e George teve de despir a jaleca para vestir o papel de homem de negócios e pensar não com o coração da cozinha, mas com a racionalidade de quem gere um restaurante» («Chef George Mendes tem uma Veranda em Nova Iorque para continuar a levar comida portuguesa à mesa», Francisca Dias Real, Observador, 22.05.2021, 12h11).

      Pelo menos actualmente, a jaleca é usada sobretudo por chefes de cozinha, e isso não se devia omitir na definição que encontramos nos dicionários.

 

[Texto 15 662]