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Linguagista

Definição: «ganhão»

Talvez todas juntas

 

      «A denominação “ganhão” era atribuída antigamente aos trabalhadores da lavoura nas herdades do Alentejo» («Visite Estremoz», José Sádio, presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Diário de Notícias, 15.11.2021, p. 106). Toca, esta definição, num ponto omitido pela definição da Porto Editora, e que é falar-se explicitamente em herdade: «moço de lavoura e de outros serviços (cava, malha, ceifa, etc.), na província portuguesa do Alentejo, que faz parte da ganharia ou malta». Nenhuma das duas, porém, mas mais a do autarca, alude a outra característica, que é a sazonalidade. Orlando Ribeiro, nos seus Opúsculos Geográficos, definia o ganhão como o «trabalhador assalariado e intermitente, recrutado em autênticas feiras de braçais».

 

[Texto 15 689]

Léxico: «fornicanço»

Mas nunca lha ouvi

 

      Outra que ignoras, Porto Editora, e que o tal aluado não desdenharia: «Os movimentos repetiam-se, as frases curtas, os gestos, o fornicanço» (Livrai-nos do Mal, Miguel Miranda. Porto: Campo das Letras, 1999, p. 230). «Queria pesquisar fornicado, fornicação?» Olha, podia servir para traduzir o francês baise.

 

[Texto 15 688]

Léxico: «coxame»

De aluado

 

      «Iriam fazer uma orgia ou uma [sic] bacanal com as gajas da Faculdade de Farmácia, grande e especial coxame aquele, rapaz, que havemos de vir de lá de gatas ou de ambulância» (Autópsia de Um Mar de Ruínas, João de Melo. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 6.ª ed., 1997, p. 52). Conheci, há já muito, um tipo aluado, bancário, que era termos destes que usava sempre que falava de mulheres. Também passava todo o tempo que podia afastado da sua própria mulher. «Para lavar os olhos», dizia, alarvemente.

 

[Texto 15 687]