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Linguagista

Léxico: «microambiente»

Também interessa

 

      «Pedro Marques vai ter 22.640 euros para investigar o papel e a utilidade no diagnóstico e na terapêutica de duas substâncias no microambiente dos tumores hipofisários, as quimiocinas CCL2 e IL-8» («Cinco jovens cientistas distinguidos com o Prémio Maria de Sousa», Teresa Sofia Serafim, Público, 24.11.2021, p. 27).

 

[Texto 15 719]

Léxico: «decretamento»

Erro, disse ele

 

      «Daqui resulta inequívoco», escreveu o juiz de execução de penas Diogo Leitão a propósito do pedido de declaração de contumácia de António Rendeiro, «que o processo conducente ao decretamento de todos os demais elementos para aferir da contumácia deverá vir devidamente instruído do tribunal que solicita tal encargo, mormente com a notificação por éditos.»

      Incorreste novamente no erro maior, Porto Editora, de usar num verbete um termo que não dicionarizas. Podemos ver decretamento no verbete intimação. Isto não se faz.

 

[Texto 15 718]

Definição: «nagana»

Não adianta muito

 

      «“Embora os casos de doença do sono estejam a reduzir-se consideravelmente nos últimos anos, a doença veterinária continua a ser um grande problema”, realça a investigadora [Sara Silva Pereira], de 28 anos. A nagana tem uma taxa de mortalidade alta (até 70%) e resulta em grandes perdas económicas na pecuária — só em África são 4500 milhões de dólares por ano. Pode ser causada por três parasitas diferentes, mas em África o mais problemático é o Trypanosoma congolense. Num processo chamado “sequestração”, o parasita vai invadir a corrente sanguínea e agarrar-se às paredes da vasculatura» («Cinco jovens cientistas distinguidos com o Prémio Maria de Sousa», Teresa Sofia Serafim, Público, 24.11.2021, p. 26).

      O dicionário da Porto Editora — mas não é o único, diga-se — define nagana de forma tão sucinta, que mal se fica a saber do que se trata: «VETERINÁRIA doença do sono do gado, dos animais domésticos, etc.». Se quiserem mesmo saber mais, vão tirar Medicina Veterinária.

 

[Texto 15 717]

Léxico: «rosa-de-alexandria | giesta-das-serras»

Em plena serra da Malcata

 

      «Por vezes mais a norte, por vezes mais a sul, por vezes na zona central, numa distribuição nem sempre homogénea, o viajante mais atento pode plantar o olhar em sobreiros ou azinheiras, em pinheiros-bravos ou eucaliptos, mas também em espécies como a rosa-de-alexandria, a rosa albardeira, a madressilva das boticas, o estevão, diferentes urzes, o lentisco bastardo, o trovisco fêmea, um número considerável que engloba ainda, uns mais raros do que outros, a esteva, a carqueja, a giesta das serras, a giesteira branca, o rosmaninho e o tojo-gadanho» («Quando não resta mais do que uma memória, Sousa Ribeiro, «Fugas»/Público, 6.11.2021, p. 4).

 

[Texto 15 716]