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Linguagista

Léxico: «deladoiro»

Entrámos nesse caminho

 

     «Foi-se avisinhando manso e manso, aos saltos por barrancos, a afocinhar por deladoiros d’água represa, só com um desejo agora, alapar-se n’um concavo tranquillo, onde dormir de borco, como os lobos da serra ao fim de monteados» (O País das Uvas, Fialho de Almeida. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 3.ª ed., 1915, p. 57).

      É um provincianismo alentejano — se é que, actualmente, continua a fazer sentido fazer esta compartimentação da língua e do país, tão pequeno —, sim, mas não estão os dicionários e vocabulários cheios de provincianismos? A questão é que faltam muitos, o que atrapalha e muito a leitura de certas obras, algumas bem próximas de nós no tempo. Este deladoiro significa declive, encosta.

 

[Texto 15 833]

Ortografia: «romãzeira»

O erro — sempre à espreita

 

      Pois, romãzeira é exactamente como lãzudo. Sabemo-lo desde 1972. E, contudo, na entrada isopeletierina do Dicionário de Termos Médicos da Porto Editora, lê-se isto: «Alcaloide extraído da raiz da romanzeira e que tem propriedades anti-helmínticas.» (Também não seria má ideia, Porto Editora, acolheres a locução adverbial à espreita.)

 

[Texto 15 832]

Léxico: «flutuário»

Há vários por aí

 

      «Em causa está um flutuário que reproduz o Mar Morto em que toda a estrutura foi preparada para uma sessão de relaxamento, em que tanto o corpo como a mente podem descansar. Sem qualquer esforço para se manter à tona de água, uma sessão de flutuação proporciona diferentes benefícios, “nomeadamente a revitalização e o rejuvenescimento da pele, a estimulação e a circulação sanguínea”, assegura o espaço hoteleiro em comunicado» («O pedaço de Mar Morto para flutuar (e relaxar) em plena Serra da Gardunha», Pedro Filipe Pina, NiT, 13.10.2021, 7h42). Há por aí vários, sim. Dizem que o do Hotel Miragem, aqui em Cascais, é óptimo.

 

[Texto 15 831]