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Linguagista

Léxico: «neofiguração | neofigurativo | objectualismo | objectualista»

Por exemplo, estes dois

 

      «Um ano depois, [a pintora Lourdes Castro] ganha uma bolsa da Fundação Gulbenkian e com ela contribui para a publicação de uma revista, impressa à mão, em serigrafia, a que o casal chama “KWY” (1958-1963), título composto por três letras que então não existiam no alfabeto português. No conteúdo predominava a pintura abstrata, a que se seguiria um regresso à neo-figuração» («Obituário. Lourdes Castro», Jornal de Notícias, 9.01.2022, p. 37).

      Desta área também faltam muitos termos nos nossos dicionários. Fica então com neofiguração e, como bónus, objectualismo, Porto Editora.

 

[Texto 15 877]

Léxico: «fingido»

Acrescenta aí

 

      «A ideia, explica a arquiteta Paula Leitão, é manter a “identidade do edifício e preservar o máximo de elementos originais”, nomeadamente o chão em madeira, os tetos trabalhados, os “fingidos” (imitação de mármore) nas paredes e os frescos, pinturas de paisagens e cenas suíças, na sala» («Quase dois milhões de euros para recuperar “Chalet Suisso”», Zulay Costa, Jornal de Notícias, 9.01.2022, p. 22). «“O meu pai [José António Neiva Vieira], quando morreu, deixou a quinta fantástica. Mudou os telhados, fez uma adega-modelo, arranjou muros. Trouxe artesãos do Norte para fazer os fingidos — as portas de pinho eram pintadas de maneira a parecerem de madeiras mais nobres”» («Cucos: uma joia de família à espera que lhe puxem o lustro», José Cabrita Saraiva, «Luz»/Nascer do Sol, 11.09.2021, p. 29).

 

[Texto 15 876]

Léxico: «organocatálise»

Para quando for preciso

 

      «O Prémio Nobel da Química de 2021 foi atribuído aos investigadores Benjamin List e David W. C. MacMillan “para o desenvolvimento da organocatálise assimétrica”, anunciou ontem o Comité do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia)» («Nobel da Química premeia “engenhosa ferramenta para fabricar moléculas”», Andrea Cunha Freitas, Público, 7.10.2021, p. 27).

 

[Texto 15 875]

Léxico: «antivacinas»

Sendo assim

 

      Em rigor, não precisamos de palavras construídas desta maneira. Contudo, como as usamos ocasionalmente, e até estão, no caso da Porto Editora, em dicionários bilingues (anti-vaxxer), sejamos coerentes e dicionarizemo-las. «O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acusou esta quinta-feira os ativistas antivacinas de espalharem “disparates” e “mumbo jumbo” nas redes sociais e revelou que entre 30% a 40% dos infetados com Covid-19 hospitalizados não foram vacinados» («Boris Johnson acusa antivacinas de espalharem “disparates”: “Estão totalmente errados”», Observador, 6.01.2022, 21h04).

 

[Texto 15 874]