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Linguagista

Léxico: «borboleta-mocho | borboleta-coruja»

É linda

 

      Na terça-feira passada, ouvi uma responsável de um borboletário (do Parque Ambiental de Santa Margarida?) falar na Antena 1 em várias espécies e, em particular, na borboleta-mocho (Caligo eurilochus). Diga-se que não está, tanto quanto vi, em nenhum dicionário. Será mais conhecida, talvez, por borboleta-coruja, esta sim encontrável em alguns dicionários e vocabulários. Nenhum dos nomes está dicionarizado pela Porto Editora.

 

[Texto 15 881]

Definição: «guitarra portuguesa»

Não é o que esperávamos

 

      «Samuel Lopes [autor da obra Guitarra Portuguesa] sublinha que, “apesar de ser o instrumento de eleição no acompanhamento do fado”, é “um instrumento de concerto com repertório próprio”. Construída “com madeiras e materiais nobres”, a guitarra tem 12 cordas de aço “dispostas sem seis pares ou ordens, o cavalete em osso, a caixa-de-ressonância redonda, o pequeno braço com a voluta ornamentada e a cravelha em forma de leque, os embutidos de madrepérola ou os ornamentos na própria madeira”» («Mais de 200 anos de história da guitarra portuguesa reunidos em livro», Rádio Renascença, 10.01.2022, 11h43). É impossível que não sirva de incentivo para redigir uma melhor definição de guitarra portuguesa nos nossos dicionários. Sim, sim, isto não é ao metro, mas não deixamos de reparar que, no caso do dicionário da Porto Editora, a definição de guitarra havaiana é mais extensa.

 

[Texto 15 880]

Léxico: «trompe l’oeil»

Mais fingimentos

 

      «O próprio retábulo da capela-mor [da Igreja de Santa Maria do Castelo] é um dos poucos de arquitetura simulada existentes no Algarve, ou seja, trata-se de um retábulo “fingido”, em trompe l’oeil, em que se recorre à pintura ilusionista, dando uma ideia a três dimensões de colunas de mármore e outros elementos decorativos. Está atribuído ao pintor algarvio Joaquim Rasquinho» («Descoberto trono dedicado à eucaristia em igreja de Tavira. Esteve escondido cerca de 200 anos», Rádio Renascença, 6.12.2021, 7h11). Não faltam obras em língua portuguesa em que se emprega esta locução francesa, e por isso não seria pedir muito que passasse a fazer parte dos nossos dicionários.

 

[Texto 15 879]