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Linguagista

Como falam os políticos

Assim e muito pior

 

      Alguém pode dizer a Francisco Rodrigues dos Santos (consultem aí a agenda de campanha) que não precisa de usar o vocábulo castelhano ganadero, pois temos termo próprio? Obrigado.

 

[Texto 15 904]

Léxico: «invernio»

É claro que não queria

 

      «E é costume, em Dezembro, voltar ao espírito invernio mas não desistente de Kierkegaard, o único filósofo de quem me sinto próximo» («O bem supremo», Pedro Mexia, «Revista E»/Expresso, 11.12.2021, p. 48). «Queria pesquisar invernia, inverniço, inverno?» Pois, mas vamos ao VOLP da Academia Brasileira de Letras, ou à Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, e encontramos lá o adjectivo invernio. É o mesmo que inverniço.

 

[Texto 15 903]

Léxico: «formante»

Da linguística

 

      Só assoma num bilingue: «Chamamos a atenção para o emprego do termo formante como elemento que entra na formação de uma lexia, independentemente de se tratar de um “morfema” – unidade mínima de significação ou de um “lexema” – unidade de base da lexia» (O Léxico no Português de Moçambique: aspectos neológicos e terminológicos, Irene Mendes. Maputo: Promédia, 2000, p. 41).

 

[Texto 15 902]

Léxico: «socioespacial»

Aponte-se

 

      «As suas fragilidades [da cidade de Lisboa] assentam sobretudo, no meu entender, nos seus padrões de fragmentação territorial e em elevadas desigualdades socioespaciais – com grandes impactos na fibra das suas comunidades, das suas atividades económicas, das suas capacidades ecológicas. Também há fragilidades significativas ao nível do seu autoconhecimento e, consequentemente, da sua capacidade de visão estratégica, de ação política e cívica» («“Lisboa cosmopolita, mas com lacunas de desigualdade” [responde o escritor João Seixas, docente na Universidade Nova de Lisboa, comissário da Carta Estratégica da capital]», Zulay Costa, «Urbano»/Jornal de Notícias, 23.01.2022, p. 5).

 

[Texto 15 901]

Léxico: «neurovirologista»

E ouvida ontem

 

      Sendo assim, temos de importar o vocábulo sublinhador, é isso? Bem, avancemos: «No entanto, o risco de recorrência por si só não é suficiente para diferenciar os papéis relativos dos genes e do ambiente. De facto, a epidemiologia da EM foi dominada pela crença de neurovirologistas e epidemiologistas de que o problema poderia ser transposto pelo isolamento viral e estudos de prevalência caso-controlo» (Estudos Genéticos na Esclerose Múltipla, Isa Maria Rocha Cruz. Coimbra: Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, 2012, p. 23).

 

[Texto 15 900]