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Linguagista

Léxico: «auditor»

Francamente...

 

      «Nos últimos três anos foram dadas 161 ações de formação frequentadas por mais de 12 mil auditores e a oferta é variada: contabilidade e gestão, cooperação judiciária, criminalidade económico financeira, recuperação de ativos, prova digital e cibercrime, jurisprudências fiscais, inglês jurídico, direito europeu. “Estamos a preparar ações sobre teletrabalho e as novas realidades digitais”, acrescenta [o juiz conselheiro João Miguel, director do Centro de Estudos Judiciários]» («Bolsa de 1.200 euros não cativa candidatos à magistratura», Liliana Monteiro, Rádio Renascença, 25.01.2022, 7h51).

      Está esta acepção de auditor nos nossos dicionários? Não está — ou pretendem persuadir-nos de que se encontra contida no sentido de «o que ouve»? Francamente.

 

[Texto 15 917]

Léxico: «subcentro»

Se se usa...

 

      «Segundo uma nota publicada na página da ‘internet’ da Marinha, a coordenação das 420 ações de buscas foi realizada através dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, de Ponta Delgada (Açores) e do Subcentro do Funchal (Madeira)» («Marinha resgatou do mar mais de 500 pessoas em 2021», CNN Portugal, 4.01.2022, 16h17).

 

[Texto 15 916]

Léxico: «musgo-da-islândia | líquen-da-islândia»

Preferências

 

      Quando tem dores de garganta, chupa uma só pastilha de musgo-da-islândia (Cetraria islandica) e fica logo bem. Pois, não o tens, Porto Editora. Também aparece referido como líquen-da-islândia. O que acolhes é musgo-da-irlanda/musgo-irlandês (Chondrus crispus). Eu? Não, eu prefiro xarope de própolis.

 

[Texto 15 915]

Ah, os topónimos!...

De rastos

 

      A jornalista Vanessa Cruz, no noticiário das 16h00 de segunda-feira, na Rádio Observador, viu-se à brocha para dizer em inglês o topónimo Heidelberg. Gaguejou, hesitou, mas avançou. Nem lhe terá passado pela cabeça usar a forma portuguesa do topónimo — Heidelberga. Já agora, diga-se também que na Infopédia ora está em português ora em inglês. Faz-me mal o queijo, como sabem, mas a incoerência, a desarmonização, deixa-me de rastos. Talvez seja também uma doença.

 

[Texto 15 914]

Léxico: «tecnosfera»

Uma das várias esferas

 

      «O carvão mineral que moldou a nossa civilização e mudou o clima global é afinal a história de uma falha no metabolismo da biosfera. Agora, a era do carvão dá sinais de terminar. A mesma história revela a incomensurável distância que separa o engenhoso e eficiente metabolismo da biosfera da rudimentar economia circular da tecnosfera» («O carvão e a economia circular», Filipe Duarte Santos, Público, 30.07.2020, 15h52).

 

[Texto 15 913]