Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Linguagista

Léxico: «cão-lobo»

Mas essa é outra conversa

 

      «À tardinha, Perrault, ansioso por se pôr a caminho com o correio, aparece no acampamento com mais dois cães. Respondiam aos nomes de Billee e Joe, eram irmãos, ambos cães-lobos puros» (O Apelo Selvagem, Jack London. Tradução de Rui Guedes da Silva. Lisboa: Bertrand Editora, 2017, p. 27). De facto, existe o termo cão-lobo (que tu ignoras, Porto Editora), mas tenho dúvidas de que aqui esteja bem traduzido, pois no original lê-se «true huskies».

 

[Texto 16 053]

Sobretudo os russos?

Os oligarcas

 

      «Ainda sou do tempo em que, com a Direita no Governo e João Cotrim de Figueiredo no Instituto do Turismo, se dedicavam recursos do Turismo de Portugal à promoção e venda de vistos gold a milionários russos. Hoje chamam-lhes oligarcas. E mesmo agora, em face da guerra, o Governo português não divulga os seus nomes, nem suspende os vistos. Claro que, ao atingir interesses russos, serão afetados também interesses ocidentais ligados a eles. Veremos se existe essa determinação, é ela que hoje pode dar melhores resultados contra Putin» («Como travar Putin?», Mariana Mortágua, Jornal de Notícias, 1.03.2022, p. 2). 

      Confesso que não sabia que o dicionário da Porto Editora registava que é o empresário ou industrial milionário — «em especial, na Rússia». Só não sei se o devia dizer.

 

[Texto 16 052]

Léxico: «edipiano»

É óbvio

 

      «Temos uma relação edipiana com o 25 de abril. Temos que matar este Édipo! Precisamos de caminho novo para a frente» (Maria João Costa, Rádio Renascença, 25.02.2022, 19h24). É esta a oportunidade para te lembrar, Porto Editora, que edipiano não é apenas, como registas, o «pertencente ou relativo ao complexo de Édipo», mas também o relativo ou pertencente a Édipo.

 

[Texto 16 051]

Léxico: «in silico»

Nos nossos dicionários? Nada

 

      «O trabalho de investigação assenta em dois eixos principais: reaproveitamento de fármacos e estudos in silico (simulação). A covid-19 ajuda a explicar o primeiro, quando se estudou e aprovou o uso da dexametasona (medicamento corticosteroide) no tratamento de doentes graves (em suporte ventilatório) com infeção por SARS-CoV-2. [...] O segundo eixo são os estudos in silico ou de simulação que assentam num software utilizado pela FDA, agência norte-americana do medicamento» («FMUP pioneira no reaproveitamento de fármacos para Oncologia», Joana Amorim, Jornal de Notícias, 21.02.2022, p. 6).

 

[Texto 16 050]