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Linguagista

Léxico: «zona-tampão»

Usa-se e não é pouco

 

      «Na ressaca da guerra que rebentou em abril de 2014 entre militares ucranianos e rebeldes pró-russos das regiões orientais de Donetsk e Lugansk, o novo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, propõe um acordo de paz em junho e em agosto (que incluía o estabelecimento de uma zona-tampão na fronteira para impedir o abastecimento russo), quando os reservistas ucranianos se juntam ao Exército e retomam partes do território» («O que são os fracassados acordos de Minsk que Macron tenta recuperar?», César Avó, Diário de Notícias, 16.02.2022, p. 27).

 

[Texto 16 109]

Léxico: «esquisitóide»

Pois, é esquisito...

 

      «A Google tentou pôr os seus óculos inteligentes em todas as celebridades que conseguiu, desde o príncipe Carlos a Kelly Osbourne, e o resultado foi sempre terrível. Porque é difícil usar estes óculos sem parecer um esquisitóide com intenções duvidosas, e porque foi um erro pô-los cá fora mal acabados, a Google cancelou o programa Explorers. E os Google Glass, como os conhecemos até agora, acabaram» («Como o sucesso mediático matou os Google Glass», Ana Rita Guerra, Dinheiro Vivo, 10.02.2015, 8h30).

 

[Texto 16 108]

Léxico: «cáscara»

Ia matar-nos

 

      «Das três torneiras saem “highballs” à base de whisky, no caso Johnnie Walker Black Label. Um com limonada de rooibos, outro com cáscara e framboesa e mais um com lima, menta e citronela» («Um bar que não se quer direito», Luísa Marinho, Evasões, 25.02.2022, p. 17). Acho que a tua cáscara não serve para bebidas, Porto Editora. Que dizes?

 

[Texto 16 107]

O apagamento da Corásmia

Limpeza étnica

 

      «E aqui voltamos a Judith Schalansky, que admite que o livro talvez nem mereça toda essa confiança que nele se deposita como o mais fiel repositório dessa mágica que a escrita encerra, esse “ser que se reproduz ao longo do tempo e do espaço” — aqui a autora cita Al-Biruni, o polímata da Corásmia. “Deve-se talvez à minha parca imaginação que o livro me pareça sempre o médium mais perfeito, mesmo que o papel, que se usa há já alguns séculos, não dure tanto quanto o papiro, o pergaminho, a pedra, a cerâmica ou o quartzo, e mesmo que a Bíblia, a antologia de textos mais vezes impressa e traduzida para a maior parte das línguas, não nos tenha sido integralmente transmitida”» («A escassez do papel e a imaginação dentro e fora dos livros», Diogo Vaz Pinto, Inevitável, 11.11.2021, 12h18).

      Realmente, Porto Editora, que diacho fizeste que nem vestígios da Corásmia, nome e adjectivo, aparecem na Infopédia?

 

[Texto 16 105]