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Linguagista

Para ficar só nos verdes, vários

Isso é muito científico

 

      «Volodymyr Zelensky fez 105 discursos nos primeiros 55 dias de guerra na Ucrânia. E transformou-se: passou de Presidente convencional, de fato e gravata e rosto escanhoado, para líder de guerra, com uma t-shirt verde-tropa e barba por fazer. Cinco especialistas em retórica política descodificam ao Observador as declarações do Presidente da Ucrânia, os significados subliminares das suas mensagens e as entrelinhas daquilo que Zelensky não diz, mas comunica» («Os segredos e as (muitas) estratégias dos discursos de Zelensky», Carlos Diogo Santos e Marta Leite Ferreira, Observador, 20.04.2022, 11h00).

      Sim, o dicionário da Porto Editora regista verde-tropa, não é isso. A questão até podia ser porque não regista em relação a todas as cores os correspondentes comprimentos de onda. É antes porque faltam tantas cores, que até encontramos noutros dicionários e vocabulários. Só no verde: verde-abacate, verde-alga, verde-alvo, verde-bronze, verde-cinza (mas que usam num verbete!), verde-amarelo, etc.

 

[Texto 16 195]

Como se aplica o AO90

Irrita, mas também diverte

 

      Eu não previ já — num acesso de optimismo, bem vejo agora — que só daqui a duzentos anos é que se dominará a actual ortografia? Duzentos para os jornalistas e afins, que para o cidadão normal é diferente. Manchete de sexta-feira do Jornal de Notícias: «F. C. Porto 1-0 Sporting. Toni, o manda-chuva».

 

[Texto 16 194]