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Linguagista

Léxico: «castoreira»

Na Terra do Fogo

 

      «A Patagónia tem a beleza deslumbrante do universo primordial, raras vezes modificado pelo homem, como no caso das castoreiras do Parque Nacional da Terra do Fogo: os castores foram levados pela mão humana desde o Canadá até estas “terras do fim do mundo” e é assim que destroem a floresta numa única noite!» («Patagónia, apontamentos de viagem», Maria Goreti Catorze, «Fugas»/Público, 16.04.2022, p. 22).

 

[Texto 16 243]

Léxico: «champanheria»

Depois de «champanheira»

 

      «Há ainda uma champanheria debaixo das arcadas do edifício, com vista para a Piazza della Repubblica e a Fonte das Naiadas, as ninfas presas na rotunda que é atravessada diariamente por milhares de carros — afinal, o hotel é bastante central e fica perto da estação aonde chegam não só os comboios mas também os autocarros de todo o lado» («Anantara renova o histórico Palazzo Naiadi e quer ser o centro de Roma», Bárbara Wong, «Fugas»/Público, 16.04.2022, p. 13).

 

[Texto 16 242]

Léxico: «Lourencinha»

Começar por algum lado

 

      «Esta é uma riqueza agrícola, económica, ambiental, paisagística e gastronómica que temos de agradecer à natureza e a um sem-número de gerações de agricultores. Ligeiro problema: se quisermos provar, individualmente, uma das variedades de amêndoas mencionadas — uma que seja — vamos ter de descobrir um agricultor de idade avançada que, com paciência de santo, parta muita casca de amêndoa para, por exemplo, chegarmos a 100 gramas de Lourencinha (a variedade mais rica em termos de gordura)» («Uma arca de Noé guarda a impressionante colecção de amêndoa do Algarve», Edgardo Pacheco, «Fugas»/Público, 16.04.2022, p. 2).

      Há imensas variedades, mas por alguma temos de começar: dicionarize-se esta. E agora, dentro do mais puro espírito cristão, digo a Edgardo Pacheco: não escreva «mais rica em termos de gordura». É muito mais simples do que isso: «mais rica em gordura». Parece magia, não é?

 

[Texto 16 241]

Léxico: «autocompatível»

É assim com as plantas

 

      «Em consequência, a triste realidade é esta: tal como está, o amendoal algarvio de sequeiro é, com as infinitas e saborosas variedades regionais, economicamente inviável. E porquê? Porque um amendoal só é rentável para o agricultor se cada variedade for regularmente produtiva, autocompatível (não necessitar de pólen de outra variedade para gerar frutos), de floração tardia (para evitar as geadas) e mecanizável em todo o ciclo produtivo» («Uma arca de Noé guarda a impressionante colecção de amêndoa do Algarve», Edgardo Pacheco, «Fugas»/Público, 16.04.2022, p. 2).

 

[Texto 16 240]