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Linguagista

Léxico: «cornetista»

Num bilingue

 

      «Mal aterrou na Grande Maçã, deslumbrando-se com as explosões de cor grafitada nas paredes logo à saída do metro que o levou do aeroporto até ao centro da cidade, conheceu Graham Haynes, cornetista de jazz que tocou com Steve Coleman, David Murray, Vijay lyer, Material e Jah Wobble» («Cinema para ouvir», Rui Miguel Abreu, «Revista E»/Expresso, 14.04.2022, p. 67).

 

[Texto 16 290]

Léxico: «inquisitoriedade»

É claro que precisamos dela

 

      «Os sentimentos e propósitos que essa sequência alberga podem ser na verdade vários: na severidade gestual, em que ressoam as formalidades, “então porque é que está aqui?”, da inscrição de uma vida activa à beira do fim mas à procura de novas oportunidades, pode ler-se algo da inquisitoriedade do cinema, da implacabilidade dessa coisa de colocar uma câmara perante alguém e torná-lo em objecto» («Um terno taxi driver», Vasco Câmara, «Ípsilon»/Público, 29.04.2022, p. 18).

 

 

[Texto 16 288]

Como se fala por aí

Todo esgadanhado

 

      E aquele repórter, Rui Casanova, da Rádio Observador que, numa reportagem numa escola da Damaia que tem uma turma só com alunos estrangeiros (será boa ideia?), disse que os alunos ucranianos «até já arranham no português»? É isto e «cortar as relações».

 

[Texto 16 287]

Léxico: «suspeito»

Preparemo-nos já

 

      Dizes, Porto Editora, que, no âmbito da saúde, suspeito é a pessoa «(doença) de diagnóstico reservado». No entanto, nestes dois anos de pandemia, não era nesse sentido que a vimos ser usada, mas naqueloutro que ficou agora plasmado no Anteprojecto de Lei de Protecção em Emergência de Saúde Pública (aqui): «a pessoa que tenha estado exposta ou possa ter estado exposta a um risco para a saúde pública, podendo constituir uma fonte de disseminação de doenças».

 

[Texto 16 286]