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Linguagista

Léxico: «hidrodecapar | hidrodecapagem | granalha»

Já foi assim

 

      «Um dos maiores estaleiros do país, a Lisnave, faz a triagem dos resíduos “desde a reparação que começa a bordo do navio, até à instalação terrestre”. Marco Marques, responsável pelo departamento de Gestão Técnica da Lisnave, explica ao JN que a granalha, subproduto do fabrico do cobre, é reutilizado como abrasivo na decapagem (tratamento da superfície) dos navios e depois é enviado para a indústria cimenteira para fabricar betão. “É um exemplo de economia circular”, aponta. No caso do grupo ETE, a administradora Andreia Ventura revela que têm apostado na hidrodecapagem, uma “espécie de limpeza do navio” que usa a água ao invés de areia. Como não é usada nenhuma substância química ou abrasiva, nem são geradas poeiras, torna-se ambientalmente mais sustentável. Porém, muitos estaleiros continuam a usar a decapagem a seco, por ter melhores resultados» («Indústria naval “luta” para viver no futuro», Rita Neves Costa, Jornal de Notícias, 2.06.2022, p. 22). Inicialmente, a granalha era obtida de ferro fundido, mas hoje em dia já não é assim: para ter mais qualidade, é fabricada com aço, já não é um subproduto. Logo, também a definição do dicionário da Porto Editora tem de ser actualizada: «pequenos fragmentos em forma de grânulos ou palhetas a que se reduz o metal fundido em determinadas operações».

 

[Texto 16 406]

Léxico: «analogético»

Mas que raio...

 

      Sobretudo nestas questões linguísticas, sou muitas vezes analogético, o meu raciocínio serve-se da analogia. Num dicionário bilingue, a Porto Editora diz-nos que equivale ao francês éclectique. Bem, numa tradição bem enraizada, quase todos os dicionários afirmam o mesmo, porque se copiaram. Estão a ver o meu sobrolho levantado? Porque será?

 

[Texto 16 405]