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Linguagista

Léxico: «custódia»

A chave

 

       «Apresentada como uma obra de “microarquitetura”, a custódia ou ostensório, originalmente usada em atos religiosos, combina múltiplos pináculos, arcos de trevo, ornamentos de plantas, pequenas estátuas, armas e símbolos dos reis de Portugal» («Custódia do rei Manuel I que se julgava perdida encontrada e exposta em museu francês», Observador, 9.06.2022, 16h51). Como em muitas coisas, a chave está na reciprocidade: se em ostensório dás custódia como sinónimo, em custódia (na respectiva acepção, pois é polissémico) tens de fazer o mesmo, Porto Editora.

 

[Texto 16 456]

Léxico: «cunheiro»

O nosso é diferente

 

      «El término se ha hecho tan popular que incluso la RAE ya lo recoge. “Cunero: es el extraño al distrito dicho de un candidato o diputado a Cortes”. Otros los denominan paracaidistas. El empadronamiento de Macarena Olona en el municipio granadino de Salobreña y la polvareda política y jurídica levantada por este asunto ha vuelto a reabrir un debate casi tan viejo como la democracia española: ¿Es lícito que un candidato sin arraigo en el territorio pueda concurrir a las elecciones en esa circunscripción? La normativa no exige» («El gran dilema de los cuneros y los paracaidistas en las listas electorales», M. S. P., La Voz de Galicia, 29.05.2022, p. 18).

      Num inquérito industrial feito cá em 1881, entre as várias profissões encontra-se, a par de cuteleiro, dourador, esteireiro, entre muitas outras entretanto engolidas pela voragem da História, o cunheiro. (Nem é preciso dizer que nada tem que ver com aquele castelhano.) Assim se vão perdendo palavras.

 

[Texto 16 454]

Léxico: «deglutinação»

Nisso pode estar a diferença

 

      «A deglutinación é o que explica que un topónimo como Agrela apareza ás veces escrito como A Grela. A súa orixe etimolóxica está no diminutivo de Agra [grande extensión de terra de cultivo], polo que non debería ir separado, mais neste caso hai indicadores na Coruña onde aparece separado. De calquera forma, os académicos que se encargan destas investigacións insisten en evitar polémicas. «Ás veces a xente dálle moita importancia á forma escrita, cando ao final tan só é a forma que escollemos para escribir. A realidade das palabras está na forma oral porque a lingua é iso: oralidade», afirma Navaza» («De volta á toponimia de toda a vida: de Agolada a Ribeira pasando por Verdillo», Borja Casal, La Voz de Galicia, 29.05.2022, p. 10).

      Sim, deglutinação está no dicionário da Porto Editora, mas eu não o deixaria como está: «GRAMÁTICA fenómeno fonético que consiste na queda de um fonema no início de uma palavra, geralmente os fonemas a ou o iniciais, por serem confundidos com o artigo». Falta-lhe um exemplo, o que, não raro, faz a diferença entre compreender-se ou não se compreender uma definição, um conceito.

 

[Texto 16 453]

Lá como cá

Por vezes, as mesmas

 

      Por vezes, as soluções linguísticas são as mesmas: «Sobre todo en Estados Unidos, pero en España La Zowie, Kidd Keo o Bad Bunny también han hecho apología de su consumo, lo que ha provocado que la Toseína con Sprite se extienda por los parques y botellódromos sin que muchos padres tengan constancia de qué riesgos corren sus hijos, ya que, al margen de los posibles efectos secundarios, como opioide que es la codeína es muy adictiva» («Detectan en Santiago un peligroso botellón tóxico que mezcla jarabe para la tos con refrescos», Xurxo Melchor, La Voz de Galicia, 7.06.2022, p. 8).

 

[Texto 16 452]

Léxico: «pastilheiro»

Até nos supermercados

 

      «Dentro de veinte días entra en vigor en Galicia el decreto que regula la preparación y entrega de los sistemas personalizados de dosificación (SPD) por parte de las oficinas de farmacia. Son los llamados pastilleros, cuyo objetivo es facilitar que las personas polimedicadas, es decir, que toman varios fármacos habitualmente, sigan el tratamiento de forma correcta y así mejore su adherencia terapéutica. Esta es una actividad voluntaria para las farmacias y la Xunta solo regula cómo deberán hacerlo las boticas que se adhieran a este sistema» («Las farmacias cobrarán a los usuarios por elaborar pastilleros con el tratamiento para 14 días», Elisa Álvarez, La Voz de Galicia, 8.06.2022, p. 7).

      Lá porque não o tens, Porto Editora, não significa que não exista. Já os tenho visto até em supermercados. Em algumas farmácias, juntamente com o pastilheiro semanal, vem um cortador de comprimidos, o que dá muito jeito. «Grande invenção», disse-me uma vez uma senhora idosa, estrangeira, quando eu mexia num à venda num supermercado.

 

[Texto 16 451]