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Linguagista

Léxico: «quinorrinco | Quinorrincos | dragão-do-lodo»

Mais pequeno, mas nosso

 

      «Um grupo de investigadores identificou na costa algarvia uma nova espécie de quinorrinco, um animal marinho microscópico também conhecido como “dragão do lodo” que funciona como um indicador da boa saúde de um ecossistema, disse à Lusa Ricardo Neves» («Identificada na costa algarvia nova espécie de “dragão do lodo”», Observador, 20.06.2022, 13h15). Outros têm o dragão-de-komodo. Nós temos o dragão-do-lodo. Só que é bem mais pequeno: «Vulgarmente designados por “dragões do lodo”, os quinorrincos são animais invertebrados microscópicos, com menos de um milímetro de comprimento, pertencentes ao pouco conhecido filo Kinorhyncha e que vivem na camada superficial do lodo ou entre grãos de areia.»

 

[Texto 16 517]

Definição: «lingala»

Para prevenir

 

      Com o objectivo de dar esperança aos doentes de Kinshasa afectados por estas patologias, as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus fundaram o Centro de Saúde Mental Telema, que em lingala significa “levantar”» («Um lugar para os esquecidos», Enrique Bayo, Além-Mar, Julho-Agosto de 2022, p. 47). Sim, também se pode dizer que é uma «língua banto falada sobretudo na região do rio Congo», mas isso tem consequências nefastas em cérebros mais fraquinhos. Diga-se, só para prevenir, língua banta.

 

[Texto 16 516]

Léxico: «malhado-de-alcobaça»

Extinto nos dicionários

 

      «Agora, criatividade à parte – que vai continuar através de diferentes parcerias –, o Talho das Manas merece estar nesta rubrica Guardiães do sabor porque, por um lado, apresenta cortes que vão desaparecendo nos talhos em geral e, por outro, há um trabalho cuidado com as nossas três raças autóctones de porcos, com destaque para o malhado de Alcobaça, que já esteve numa fase de pré-extinção» («O Talho das Manas tornou-se um falatório para os amantes da carne», Edgardo Pacheco, «Fugas»/Público, 19.06.2022, p. 18).

 

[Texto 16 514]

 

Blackout poetry

Só para conhecerem a designação

 

      «É a primeira vez que Portugal recebe o Grande Prémio de Design no Festival Internacional de Criatividade Cannes. O livro “Reconstituição Portuguesa” (Ed. Companhia das Letras) somou também outra distinção, o Leão de Bronze, na categoria Industry Craft. [...] Inspirados na técnica de blackout poetry, um coletivo de poetas e ilustradores aplicou a técnica do lápis azul, usada pela PIDE para censurar, para rasurar “as palavras da Constituição fascista de 1933 até que dela se erguessem, apenas, poemas e ilustrações exaltando os valores de Abril: humanidade, liberdade, justiça, igualdade”, indica a editora» («Livro “Reconstituição Portuguesa” vence Prémio de Design em Cannes», Maria João Costa, Rádio Renascença, 22.06.2022, 11h31, itálico meu).

 

[Texto 16 513]