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Linguagista

Léxico: «pantófilo | pantópolis»

Ao mesmo tempo

 

      «A tipologia das cidades é muito heterogénea, desde os agregados recentes às cidades históricas, das pequenas urbes às grandes metrópoles da era global, que alguns chamam já de pantópolis, cidades totais. As cidades aumentam de número e de dimensão, mas em substância continuam a ser sobretudo uma rede de relações – humanas, políticas, económicas, espirituais, culturais – que se desenvolve num território determinado» («Cidades futuras», José Tolentino Mendonça, «Revista E»/Expresso, 24.06.2022, p. 48).

      E se, antes das pantópolis, tratássemos dos pantófilos? Claro que sim: podemos tratar deles ao mesmo tempo.

 

[Texto 16 564]

Léxico: «supernaturalismo | supernaturalista»

Isso: só em bilingues

 

      «Apollinaire usou inicialmente a palavra “supernaturalismo” (que foi buscar a Baudelaire e Nerval), mas, depois, subintitulou Les mammelles de Tirésias (1917) com a expressão “drama surrealista”» (A Negritude Africana de Língua Portuguesa, Pires Laranjeira. Porto: Edições Afrontamento, 1995, p. 222).

 

[Texto 16 563]

Léxico: «ginja-do-mato | louro-dos-açores | uva-da-serra | faia‑da‑terra»

Em tudo periféricas

 

      «A preservação do priolo foi conseguida devido ao trabalho de recuperação da fauna e da flora nativa dos Açores, tendo sido removidas espécies invasoras e reflorestada a laurissilva dos Açores, com a plantação de ginja do mato, de uva da serra, de cedro do mato, de faia da terra e de louro dos Açores» («Priolo é uma espécie bandeira para a conservação da laurissilva dos Açores», Açoriano Oriental, 2.07.2022, p. 3).

      Em cinco, Porto Editora, registas apenas uma. Vamos lá tratar disso: ginja-do-mato (Prunus azorica), louro-dos-açores (Laurus azorica), uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), faia-da-terra (Myrica faya).

 

[Texto 16 561]

Léxico: «augustano»

«Augustan», dizes?

 

      «Se nos voltarmos para os poetas augustanos, é forçoso admitir que todos afinaram pelo diapasão do Princeps. Horácio, Propércio, Ovídio proclamaram a superioridade e a perenidade de Roma» (A Queda de Roma e o Alvorecer da Europa, Francisco de Oliveira, ‎José Luís Brandão, ‎Vasco Gil Mantas (coords.). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2013, p. 15).

 

[Texto 16 560]