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Linguagista

Léxico: «subdetector»

E por isso...

 

      «Antonio Fernández Prieto, Edgar Lemos Cid y Efrén Rodríguez Rodríguez, tres gallegos e investigadores del Instituto Galego de Física de Altas Enerxías (Ifgae) —centro mixto de la USC y la Xunta de Galicia—, se desplazaron el mes pasado a Ginebra para instalar en el experimento LHCb, uno de los cuatro grandes del gran colisionador de hadrones (LHC), un instrumento que ayudará a averiguar por qué existe en el universo más materia que antimateria: el subdetector VELO» («Físicos gallegos instalan un detector para revelar el misterio de la antimateria», La Voz de Galicia, 1.07.2022, p. 21). Quando falamos sobre isto, e os nossos especialistas falam, é claro, usamos a mesmíssima palavra, subdetector.

 

[Texto 16 592]

 

Léxico: «transtorno obsessivo-compulsivo»

TOC, TOC

 

      «El trastorno obsesivo compulsivo (TOC) es una condición de la salud mental. Las personas que lo padecen experimentan pensamientos involuntarios, irracionales y repetitivos, llamados obsesiones. Estas generan ansiedad, angustia y miedo en el paciente, quien se ve obligado a realizar acciones compulsivas (compulsiones o rituales), en su intento por neutralizar las sensaciones desagradables asociadas a las obsesiones» («“Tengo miedo de que mi hija de 13 años se suicide, necesito ayuda”», U. Rodríguez, La Voz de Galicia, 6.07.2022, p. 23).

      No dicionário da Porto Editora, vamos encontrar o adjectivo obsessivo-compulsivo, mas não transtorno obsessivo-compulsivo. E, contudo, acolhe transtorno dismórfico corporal. Eu próprio tenho um bocadinho de TOC (uma vantagem, nesta actividade), muito DPOC e outros problemas menores — e nem por isso me deixo de considerar, e decerto serei, saníssimo. Perguntem-me porquê. É melhor não, tenho mais que fazer.

 

[Texto 16 591]

As confusões de sempre

E para sempre

 

      «Logo a seguir, deparou-se com o corpo da mãe, caída numa dispensa sobre uma poça de sangue» («Seguida e assassinada após levantar 500 €», José Carlos Rodrigues, Miguel Curado e Rita Luz, Correio da Manhã, 1.07.2022, p. 16). Erro de aluno de 2 a Português no ensino básico. (Os dicionários, diga-se, também podiam contribuir, até por meio de sinalética, ⚠, para se darem menos erros desta natureza.)

 

[Texto 16 589]

Ortografia: «bisonte-europeu | bisonte-americano»

No meio do caos

 

      Por estes dias, li que o bisonte-europeu, o maior mamífero da Europa, continua em risco, também por causa da guerra. Bisonte-europeu, no dicionário da Porto Editora, na versão sem o AO90: «ZOOLOGIA (Bison bonasus) mamífero ruminante europeu, da família dos Bovídeos, pode atingir cerca de três metros e meio de comprimento e cerca de 1000 quilos de peso, tem pelagem castanha, cabeça grande, chifres curtos e uma elevação característica na parte anterior do dorso, coberta por longos pelos de cor escura; bisão-europeu». Corrigido que esteja, aqui e em bisonte-americano, também há mais que se pode fazer: em pêlo, anotar o plural. Instalado que está o caos, todas as ajudas são preciosas para o desamparado falante — para não se converter, na tentativa, em falhante.

 

[Texto 16 588]

Léxico: «briança»

De novo nos Açores

 

      «Ainda não há muitos anos, de passagem pelo Rhode Island, estive a ouvir os desabafos de uma jovem luso-americana, emigrante de segunda geração, que voou para as ilhas para participar na festa do império do pai e, instituída mordoma, deu por si indignada com o facto de os colegas de comissão não terem programado uma briança» («As ilhas da utopia», Joel Neto, «Revista E»/Expresso, 3.06.2022, p. 29).

 

[Texto 16 587]